Gostaria de destacar, no entanto, um ponto que nem sempre é tratado da melhor forma : o problema de negócios a ser resolvido por meio do projeto de implementação de novas tecnologias. A origem de todo projeto de TI é, ou deveria ser, um problema de negócios os benefícios empresariais que serão gerados pelo projeto são a justificativa do investimento a ser realizado.
Nas primeiras semanas de projeto, é fundamental explorar esse problema de negócios e verificar como e até que ponto as novas tecnologias poderão contribuir para uma melhoria significativa da situação atual. Para isso, é preciso juntar na discussão pessoas que conheçam muito bem os processos e a estratégia da empresa com aquelas que dominam as tecnologias e suas funcionalidades. Isso implica o envolvimento de profissionais com uma certa experiência e com poder de decisão.
Em função das restrições de tempo dessas pessoas e da enorme pressa em colocar os novos sistemas ?no ar? para cumprir prazos e orçamentos, a discussão do problema de negócios acaba muitas vezes empobrecida e pouco explorada. Ela é substituída pelo sentimento (equivocado) de que no desenho original da tecnologia que foi adquirida questões de negócios como as vivenciadas pela empresa foram pensadas e tratadas de forma adeqüada.
Outra razão de uma conclusão aquém do possível é o envolvimento de profissionais mais ?técnicos? do que ?conhecedores do negócio, que tendem a desenvolver uma solução operacional fragmentada, sem enxergar o todo a ser resolvido. O resultado dessas situações é a frustração dos usuários em todos os níveis, e a resistência a novos projetos desse tipo.
Nesses tempos de e-business, em que a velocidade dos projetos tende a ser ainda maior e o tempo de utilização das novas tecnologias bem menor, a questão dos negócios ganha importância ainda mais crítica: é preciso definir claramente o nível de contribuição de cada projeto de TI na empresa, e isso precisa ser totalmente claro para todas as pessoas-chave da organização.
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