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Nuvem e hiperconvergência podem economizar € 25 bi de data centers

As arquiteturas de data centers de última geração, incluindo nuvem híbrida e infraestrutura hiperconvergente (HCI), podem reduzir o consumo de energia, diminuindo emissões de carbono e gerando economia de custos. É o que revela um relatório divulgado esse mês pela Nutanix e feito pela Atlantic Ventures.

O relatório, que se debruça sobre o cenário na região na região EMEA (que inclui Europa, Oriente Médio e África), revelou que em seis anos a modernização de data centers com HCI poderia reduzir emissões em até 19 milhões de toneladas CO2e na região. Também pode economizar € 25 bilhões até 2030 (cerca de R$ 155 bilhões) por conta da eficiência operacional e energética aprimoradas.

A alta demanda por digitalização e por tecnologias como IA, alta consumidora de energia, impõe desafios para as companhias de data center, diz a Nutanix. Além disso, há uma pressão regulatória para reduzir impacto ambiental, e a eficiência energética se tornou prioridade de CIOs e gerentes de data center.

Leia também: Há 25 anos no Brasil, Dell gera impacto econômico de R$ 27,4 bilhões em 2023

Data centers na economia digital

“Os data centers são essenciais para a economia digital global, mas estão entre os maiores consumidores de energia”, diz em comunicado Sammy Zoghlami, vice-presidente sênior da Nutanix para EMEA. “Só na região da EMEA, os data centers demandam mais de 98 TWh de energia anualmente, o equivalente ao consumo de um país como a Bélgica.”

O relatório aponta que mudar arquiteturas tradicionais de três camadas para uma plataforma baseada em HCI pode reduzir o consumo de energia em mais de 27% ao ano. Na região EMEA, uma transição em larga escala poderia economizar até 92 TWh de eletricidade e eliminar 19 milhões de toneladas de CO₂e entre 2024 e 2030.

O relatório alega que migrar plataformas HCI para ambientes de colocation ou nuvem pública amplia os benefícios, com economias potenciais de energia chegando a 54% em comparação com data centers tradicionais on-premise. Isso se deve, diz o estudo, ao baixo PUE (eficácia do uso de energia) dos provedores de nuvem pública.

“Como os orçamentos de TI estão sob pressão e os preços da eletricidade estão subindo, as operações de data center e nuvem com eficiência energética são impulsionadoras essenciais para lucratividade e sustentabilidade”, pondera Carlo Velten, da Atlantic Ventures.

O relatório pode ser baixado na íntegra nesse link.

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