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Nove de Julho implanta sistema que previne infecção hospitalar

Um dos grandes desafios dos hospitais no mundo todo é o controle de infecções hospitalares. O problema existe desde sempre, mas antes estava restrito somente ao conhecimento de médicos e enfermeiros. Nos últimos anos, o tema ganhou a mídia e se tornou uma preocupação geral de pacientes e órgãos de controle oficiais. Com isso, a prevenção e controle se tornou algo cada vez mais estratégico para a boa imagem das instituições perante o mercado e sociedade em geral.

As soluções para o problema são conhecidas e passam por prevenção, treinamento profissional, cuidados com higienização, vigilância permanente, métricas de controle, campanhas educacionais, etc. O leque é grande e complexo e, por envolver vários departamentos dos hospitais, é comum que exista uma Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH).

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Foi nesse grupo que o Hospital Nove de Julho, em São Paulo, decidiu investir para diminuir a incidência das infecções e conseguir ganhos na governança corporativa e imagem da empresa. A entidade sabia que a solução passava por algo que pudesse juntar o maior número de informações sobre as melhores práticas existentes no mundo, disseminar isso de forma rápida para os gestores, ajudar no planejamento de ações e medir e comparar resultados. ?Sabíamos o que era necessário e fomos procurar um sistema que pudesse fazer tudo isso?, lembra o gerente de TI, Carlos Yamashita.

A solução foi implementar um sistema que desse condições para que CCIH monitorasse e controlasse todo o processo de vigilância epidemiológica de infecções associadas aos cuidados de saúde. Porém, havia ainda a necessidade de treinamento da nova ferramenta e parametrizações. Os profissionais deveriam conhecer o status de informação da gestão do processo de detecção de microorganismos multi-resistentes na sequência do resultado de exames laboratoriais, em função da integração dos sistemas ERP hospitalar com o sistema laboratorial e de farmácia. Essa novidade era crucial e dela dependia todo o sucesso do projeto.

Com a mudança, a CCHI passaria a atuar assim que os primeiros alarmes sobre infecção fossem detectados, ainda na internação, e não somente após o encaminhamento ou a saída do paciente. Os processos de registro e repasse das informações para outras áreas foram automatizados e, com isso, os profissionais médicos conseguiram maior dedicação para ações de controle e prevenção. ?A tecnologia nos ajudou neste passo da governança corporativa e estabelecimento de processos no CCHI, pois nos trouxe integração e mais rapidez. O tempo economizado com isso faz toda a diferença no setor de saúde?, destaca o diretor geral, Paulo Curi.

A implementação do projeto teve início em janeiro de 2011 e durou oito meses. A equipe de TI do hospital ficou encarregada de fazer a adaptação do idioma, já que a solução, adquirida de uma empresa portuguesa, trazia diferenças importantes para certas expressões e conceitos. Outro desafio do projeto foi a adaptação para regras e características do mercado nacional. Apesar de a infecção hospitalar ser um problema no mundo inteiro, cada país tem incidências e controles distintos.

Com a adaptação concluída, todas as informações estatísticas e indicadores relacionados a gestão da infecção hospitalar agora aparecem de forma online. A tecnologia permite que o microorganismo seja detectado com rapidez e alertas sejam enviados em tempo real para quem depende dessa informação para tomar decisões.

Há a possibilidade de comparar dados com os carregados naquele momento e, assim, fica mais fácil saber os riscos envolvidos e históricos relacionados. Isso permite o cálculo exato das taxas de incidência da infecção, com produção de estatísticas imediatas.

Com investimento de R$ 340 mil, o projeto ajudou o Nove de Julho a atender os itens preconizados pela Joint Comission International. A definição e automação dos processos permitiu que o hospital tivesse informações em tempo real para elaborar um planejamento para cada risco envolvido, evitando eventos inesperados e preparando-se para qualquer eventualidade.

O modelo poderia funcionar de forma manual, melhorando o que já existia. Porém, seria demasiadamente complexo e cheio de pontos vulneráveis por falha humana ou desvios de processos. ?No modelo manual, por melhor que fosse, não teríamos essa antecipação?, completa Curi.

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Redação
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