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Nokia aposta em venda de aplicativos embarcados nos celulares

No futuro, os aparelhos celulares serão commodities. De tão popularizados, a concorrência entre as fabricantes se acirrará ainda mais e a busca pelo diferencial ultrapassará a barreira do hardware e software. O caminho na direção de serviços já estátraçado: basta observar a explosão das lojas de aplicativos. Contudo, em meio a este indefinido cenário, parte da subsidiária brasileira da Nokia uma iniciativa que pode sinalizar um nicho ainda pouco (ou nada) explorado de mercado.

Desde o fim de 2007, a fabricante finlandesa comercializa no País aplicativos embarcados em seus aparelhos desbloqueados, tirando, assim, a necessidade de o usuário fazer download. Na essência, o que a então gerente de produtos Fátima Pissarra sugeriu aos executivos – e, efetivamente, colocou emprática – transforma os celulares, independentemente do modelo, em um veículode comunicação com o consumidor.

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A nova fonte de receita vem de contratos da fabricante com empresas como Unilever para a venda de espaço nos aparelhos. O contrato mais recente e que deve projetar esta estratégia – até agora tímida – envolve a marca Knorr. Celulares desbloqueados de diversos modelos serão vendidos com um aplicativo que traz cerca de mil receitas, lista de compras, contagem de calorias, entre outras funcionalidades. Os handhelds não custarão a mais por causa disto, mas a Nokia cobra da Knorr pelo espaço em celulares que ela já havia planejado vender. Ou seja, ganha duas vezes.

“O alcance para as marcas é muito maior. Um caso de sucesso de mobile marketing tem 12 mil downloads”, defende Fátima. O acordo com a Knorr prevê mais de 1 milhão de aparelhos com o aplicativos. De acordo com aassessoria de imprensa da Unilever, inicialmente para o Natal serão colocados à venda nas lojas Carrefour mil aparelhos do modelo 5530 e, a partir de janeiro de 2010, mais de 1 milhão aparelhos diversos em várias cadeias varejistas.

A primeira oferta deste modelo foi para Seda, ainda em 2007. De lá para cá, outras marcas compraram projetos desta natureza e, atualmente, são 15 em curso. A estratégia deu tão certo que Fátima agora lidera uma unidade chamada de Nokia Interactive Advertising, respondendo para o líder global de vendas. Fora do Brasil este departamento não existe. “Dou palestras mostrando para as outras unidades como fazemos aqui, porque nos outros países somente existe a área de publicidade para vender banner ou links embarcados”, orgulha-se.

De acordo com ela, esta área duplica a cada semestre, contribuindo para que a receita da Nokia Interactive Advertising do Brasil se equipare com a da Europa e Ásia Pacífico. No entanto, Fátima não abre quanto seu departamento representa para o faturamento Brasil – as vendas líquidas da Nokia no País foram de 1,902 bilhão de euros em 2008 e de 1,257 bilhão de euros em 2007. “Temos tanta demanda que nunca prospectamos.”

A executiva conta que ideia surgiu observando o mercado de celulares; no Brasil, dominado pelos pré-pagos, com ticket médio baixo e pouco tráfego de dados. “Pensei: por que, em vez de pedir para o usuário baixar, o aplicativo não pode vir dentro do celular?”, revela a extrovertida executiva de 32 anos e mãe de uma menina. Segundo ela, o modelo não conflita com os interesses das operadoras. “Não tivemos reclamações. Atuamos no canal de desbloqueados, mas acho que isto ajuda a divulgar os aplicativos.” O objetivo é oferecer soluções de mobile marketing para aumentar o alcance de marcas diversas por meio da Nokia. Para o futuro, Fátima projeta que um único aparelho poderá concentrar vários aplicativos. “A Nokia hoje está focada em serviço”, enfatiza.

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Editorial IT Forum 365
17 anos ago

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