O futuro para Bill Ford, chairman-executivo da Ford, é congestionado, repleto de carros. O bisneto de Henry Ford e Harvey Firestone certamente sabe o seu caminho em torno de carros. O que ele não sabe é como eles vão ultrapassar um mundo cada vez mais congestionado.
“Vamos saltar de 7 bilhões de pessoas no planeta hoje para 9 bilhões até meados do século. Ao mesmo tempo, pessoas estão migrando para as cidades. Vamos ver muitas megacidades com populações de 10 milhões ou mais, e o engarrafamento vai acompanhar esse crescimento”, afirmou à Bloomberg.
Para Ford, o avanço dos engarrafamentos ao redor do mundo não é apenas um inconveniente, mas uma questão básica de bem-estar. “Pessoas, saúde e alimentos vão viver tempos difíceis, caso não façamos algo diferente”, diz.
Grande parte dos esforços da indústria automobilística ao longo da última década foi direcionado para abordar os poluentes que os carros emitem. É um esforço que a Ford tem defendido, mas é apenas parte da solução global. “Estamos caminhando para limpar carros, e eu gosto o que estamos fazendo, mas um engarrafamento ainda é um engarrafamento”, reflete. “Temos essa outra questão iminente que as pessoas não estão pensando.”
O número de veículos nas estradas deve dobrar a partir até 2030. Para se preparar para esse cenário, a Ford tem apoiado e desenvolvido tecnologias de comunicação vehicle-to-vehicle (V2V).
Com soluções do tipo, carros vão saber condições de tráfego e de estrada de outros carros já na estrada. Dessa forma, veículos serão capazes de encontrar automaticamente os percursos mais rápidos por si só, e até mesmo encontrar estacionamento em ruas perto do destino, evitando o ritual de dar a volta no quarteirão, responsável por até 30% das emissões de automóveis nas cidades.
“Vamos ter veículos autônomos em cidades, o que deve significar menos veículos, porque eles serão autônomos e vão rodar dias sem precisar serem recarregados”, acredita. Para ele, todos veículos serão integrados e a capacidade de se mover do ponto A para o ponto B será muito maior.
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