O bilionário Elon Musk e sua empresa de mídia social, X (antigo Twitter), chegaram a um acordo preliminar com ex-funcionários que haviam movido um processo coletivo exigindo cerca de US$ 500 milhões em indenizações trabalhistas. De acordo com a BBC o entendimento foi comunicado em um tribunal de apelações em São Francisco nos Estados Unidos, que recebeu o pedido conjunto das partes para adiar uma audiência prevista, a fim de permitir a formalização do acordo.
O processo foi movido por ex-colaboradores dispensados após a aquisição da plataforma por Musk em 2022. Na época, cerca de 6 mil pessoas, mais da metade da força de trabalho, foram demitidas em uma estratégia de corte de custos.
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A ação, liderada por Courtney McMillian, ex-funcionária da rede, alegava que a empresa negou ilegalmente os benefícios previstos no plano de desligamento, que incluía até seis meses de salários e outras garantias. Segundo os advogados dos trabalhadores, muitos receberam apenas um mês de compensação e alguns, nada.
As demissões atingiram áreas estratégicas, como segurança, direitos humanos e comunicação, reduzindo drasticamente os times de confiança e segurança da plataforma. O movimento foi visto como um dos primeiros sinais de uma onda de cortes que mais tarde se espalharia pelo setor de tecnologia.
Empresas como Meta, Google e Microsoft também promoveram demissões em massa nos anos seguintes, após contratações aceleradas durante a pandemia de Covid-19, quando a demanda por serviços digitais cresceu de forma exponencial.
Os termos finais ainda não foram divulgados e precisam da aprovação judicial antes de entrarem em vigor. Fontes próximas ao caso afirmam que as negociações estão em andamento para definir a versão definitiva do acordo.
Além das medidas no Twitter/X, Musk ganhou notoriedade por decisões semelhantes em cargos públicos. Durante seu período à frente do Departamento de Eficiência Governamental da gestão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o executivo aplicou uma política de enxugamento, cortando milhares de servidores federais com o objetivo de reduzir gastos públicos.
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