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Ministro das comunicações, em seminário na Colômbia: ‘O papel do professor evolui na era da Inteligência Artificial’

Durante a Cúpula Latino-Americana sobre Inteligência Artificial, que está ocorrendo em Cartagena, Colômbia, o ministro das Comunicações, Juscelino Filho, abordou a transformação do papel do professor na era da IA. Em seu discurso, Filho destacou que o papel dos educadores “não desaparece, mas se transforma” diante das novas tecnologias.

“A função do professor não se extingue com a chegada da IA; ela se adapta. O valor dos educadores permanece central e insubstituível. A integração da IA com a experiência docente pode criar ambientes de aprendizado mais eficazes e humanizados, onde a tecnologia complementa, não substitui, o ensino tradicional”, afirma.

Leia também: “Você não precisa programar, basta saber perguntar”, diz Luciano Pinho, da Casas Bahia, sobre a IA na cultura de dados 

Ele incentivou os professores a superarem o receio de usar novas tecnologias. “Alunos e professores devem aprender juntos. Embora um professor possa não dominar completamente as ferramentas de IA, ele sabe como aprender e ensinar o que aprendeu. Professores não são enciclopédias vivas, mas especialistas em aprender e ensinar”, completou.

O evento, promovido pelo governo colombiano e apoiado pela Comissão Interamericana de Telecomunicações (CITEL), conta com a participação de especialistas da área. Além de Juscelino Filho, estão presentes o chefe da Assessoria Especial de Assuntos Internacionais do Ministério das Comunicações, Jeferson Nacif, o ministro colombiano de Tecnologias da Informação e Comunicações, Mauricio Lizcano, o presidente Gustavo Petro e o secretário Henrique de Oliveira Miguel.

Filho ressaltou a necessidade de a IA servir como uma ferramenta auxiliar na educação, reforçando que a interação humana e o envolvimento dos professores são essenciais para o sucesso educacional. “Embora a IA esteja revolucionando a educação, precisamos avaliar seu impacto na melhoria do conhecimento e no papel do professor, garantindo que não limitamos a criatividade dos alunos”, declarou.

Ele também apresentou o programa Estratégia Nacional de Educação Conectada (ENEC), que visa conectar todas as escolas públicas do Brasil até 2026. “Estamos trabalhando para conectar todas as 138 mil escolas públicas brasileiras com velocidades adequadas aos projetos pedagógicos”, afirmou.

Além disso, Juscelino destacou o Programa Computadores para Inclusão, que apoia a inclusão digital através de Centros de Recondicionamento de Computadores (CRC). Este projeto também foca na correta gestão de resíduos eletrônicos.

*Com informações do Ministério das Comunicações

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