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Meta vai treinar sua IA com dados de usuários da União Europeia

A Meta anunciou que começará em breve a treinar seus modelos de inteligência artificial utilizando dados de usuários europeus das plataformas Facebook e Instagram. A coleta incluirá postagens públicas, comentários e interações com a Meta AI, mas, segundo a empresa, conversas privadas com amigos e familiares ficarão de fora. A nova política valerá apenas para usuários maiores de 18 anos, conforme publicado pelo The Verge.

A empresa começará a notificar os usuários da União Europeia ainda esta semana por meio de alertas dentro dos aplicativos e e-mails, e fornecerá um link para quem quiser se opor ao uso de seus dados. Esse link também estará disponível na política de privacidade da Meta, que, até o momento da publicação, ainda indicava que os planos de treinar IA com dados europeus estavam suspensos após recomendações de órgãos reguladores da Irlanda, país sede das operações da empresa na região.

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A Meta justifica a mudança como necessária para criar modelos mais adaptados aos contextos locais. A empresa afirma que, para que suas IAs multimodais, que trabalham com texto, imagem, vídeo e voz, compreendam nuances como dialetos, expressões regionais e o uso cultural do humor e da ironia, é preciso treinar os sistemas com dados autênticos das regiões onde serão usados.

Segundo o The Verge, essa decisão marca a retomada de uma estratégia que havia sido pausada no ano passado justamente por pressão de autoridades europeias. A Meta já havia aplicado abordagem semelhante no Reino Unido, que, embora tenha saído da União Europeia, também impõe regras mais rígidas sobre uso de dados pessoais do que os Estados Unidos.

Mesmo com a nova coleta, o volume de dados que a empresa irá obter agora é pequeno comparado ao que já possui. Em 2024, a Meta admitiu ter treinado seus sistemas de IA com todos os textos e fotos públicas postados por usuários adultos do Facebook desde 2007, uma prática que gerou forte reação negativa de usuários e reguladores, especialmente na Europa.

A expectativa é de que a movimentação reaqueça o debate sobre privacidade e transparência no uso de dados para treinar sistemas de inteligência artificial, em um cenário regulatório cada vez mais atento ao equilíbrio entre inovação tecnológica e direitos digitais.

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