A Meta anunciou a criação de um super PAC para atuar contra propostas de regulação da inteligência artificial em nível estadual nos Estados Unidos. Batizado de American Technology Excellence Project, o fundo deve receber “dezenas de milhões de dólares” da companhia, segundo informações da Axios publicadas pelo TechCrunch.
O comitê será comandado pelo consultor republicano Brian Baker em parceria com a empresa democrata Hilltop Public Solutions. A ideia é apoiar candidatos de ambos os partidos que defendam políticas favoráveis ao setor de tecnologia nas eleições de meio de mandato de 2026.
De acordo com a porta-voz Rachel Holland, a prioridade será “promover e defender a liderança tecnológica dos EUA, estimular o progresso em IA e reforçar o papel dos pais no controle da experiência digital de crianças em aplicativos e ferramentas de IA”.
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A ênfase em controle parental surge em meio a preocupações com a segurança de menores no ambiente digital. A Meta tem enfrentado críticas após denúncias de que chatbots da empresa teriam interagido de forma “romântica” com crianças, além de acusações de que pesquisas sobre riscos a esse público foram suprimidas internamente.
A movimentação ocorre em um cenário de crescente pressão estadual: mais de mil projetos de lei relacionados à IA foram apresentados em todos os estados americanos durante a sessão legislativa de 2025. Na Califórnia, duas propostas aguardam sanção ou veto do governador Gavin Newsom, uma delas para regular chatbots de companhia voltados a menores e usuários vulneráveis, e outra para exigir mais transparência das big techs de IA.
A indústria de tecnologia argumenta que um mosaico de regras estaduais dificultaria a operação de empresas globais, reduzindo a velocidade de inovação em um momento em que os EUA buscam manter vantagem sobre a China no desenvolvimento da IA.
O super PAC da Meta se soma a outras iniciativas do Vale do Silício. Em agosto, Andreessen Horowitz e Greg Brockman, presidente da OpenAI, lançaram um comitê de US$ 100 milhões com o mesmo objetivo. No início do ano, chegou a ser discutida em Washington uma proposta para proibir os estados de legislar sobre IA por dez anos, mas a medida foi retirada do orçamento federal.
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