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Meta vai a julgamento para evitar separação do Instagram e WhatsApp

Na próxima segunda-feira (14), a Meta enfrentará a Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC) em um julgamento decisivo que pode alterar profundamente o cenário das redes sociais, segundo reportagem do The Verge.

O processo gira em torno das aquisições do Instagram, em 2012, e do WhatsApp, em 2014, realizadas quando a empresa ainda se chamava Facebook, e questiona se essas compras eliminaram potenciais concorrentes e fortaleceram um monopólio ilegal.

O caso, que tramita desde o governo Trump e foi reformulado sob a administração Biden, busca medidas drásticas, como a possível reversão dessas fusões. Trata-se do terceiro julgamento importante nos Estados Unidos contra gigantes da tecnologia nos últimos dois anos, seguindo os processos contra a operação de buscas e a divisão de publicidade digital do Google.

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A FTC alega que as aquisições serviram para neutralizar ameaças ao domínio da Meta no setor de “serviços de redes sociais pessoais”, uma categoria que exclui plataformas como TikTok ou YouTube, focadas mais em conteúdo do que em conexões pessoais. A estratégia, segundo a agência, comprometeu a concorrência e impediu que outros serviços florescessem.

A defesa da Meta argumenta que, ao adquirir Instagram e WhatsApp, a empresa investiu pesadamente em inovação e infraestrutura, contribuindo para que ambos se tornassem plataformas globais com bilhões de usuários. A companhia também aponta que o mercado continua altamente competitivo, com uma série de alternativas ganhando popularidade nos últimos anos.

Entre os nomes esperados para depor no tribunal em Washington, DC, estão o CEO, Mark Zuckerberg, e a ex-COO, Sheryl Sandberg. O julgamento acontece em meio a um debate mais amplo sobre como leis antitruste devem ser aplicadas em mercados digitais, uma discussão que ganhou força nos últimos anos e que une tanto republicanos quanto democratas, ainda que com motivações distintas. Vale lembrar que o atual presidente da FTC, nomeado por Trump, se apresenta como linha-dura com as big techs, embora tenha foco especial na moderação de conteúdos de viés conservador nas plataformas.

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