A Meta, empresa por trás do Facebook e Instagram, anunciou a formação de uma equipe dedicada a enfrentar o crescente problema da desinformação nas próximas eleições da União Europeia, agendadas para junho deste ano. A preocupação da empresa é com o potencial uso de inteligência artificial para disseminar conteúdos falsos e enganosos, levando em consideração as ameaças representadas pela IA generativa, capaz de criar vídeos, imagens e áudios falsos de maneira convincente.
Marco Pancini, Chefe de Assuntos da UE da Meta, em um post no blog da empresa, afirmou que a Meta lançará um Centro de Operações Eleitorais específico para a União Europeia, visando identificar e mitigar ameaças em tempo real em seus aplicativos e tecnologias. A notícia ocorre dias após a Meta assinar um acordo com outras grandes empresas de tecnologia para combater conteúdos desse tipo.
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Pancini destacou que, desde 2016, a Meta investiu mais de US$ 20 bilhões em segurança e aumentou significativamente sua equipe global de revisores de conteúdo para cerca de 40.000 pessoas, reunindo especialistas de diversas áreas, incluindo engenharia, ciência de dados e direito.
Pancini afirmou que as postagens enganosas receberão avisos e terão menos destaque, sendo proibidas em anúncios. Ele enfatizou que os anúncios não podem questionar a legitimidade do voto, declarar vitória prematura ou questionar os processos eleitorais.
O porta-voz da Meta também destacou que o trabalho da empresa é resultado de colaboração e exigirá mais coordenação no futuro. “Uma vez que o conteúdo gerado por IA aparece em toda a internet, também estamos trabalhando com outras empresas de nossa indústria em padrões e diretrizes comuns”, disse ele.
Além disso, o executivo ressaltou a importância de estabelecer padrões e diretrizes comuns em toda a indústria, governo e sociedade civil para lidar com esse desafio.
No entanto, especialistas alertam para os desafios técnicos e éticos associados ao combate à desinformação gerada por IA. Deepak Padmanabhan, pesquisador do tema eleições e IA, da Queen’s University Belfast, disse à BBC que “a estratégia planejada da Meta pode ser observada como carente de substância”. Ele levanta preocupações sobre a eficácia das medidas propostas pela empresa, especialmente no que diz respeito à identificação e combate a imagens geradas por IA, que podem ser intrinsecamente difíceis de verificar.
*Com informações da BBC
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