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Meta é acusada de restringir pesquisas sobre riscos de segurança em realidade virtual para jovens

Um novo grupo de denunciantes acusa a Meta de limitar pesquisas internas que investigavam os riscos do uso da realidade virtual (VR) por crianças e adolescentes. As informações foram divulgadas pelo The Washington Post e repercutidas pelo The Verge.

Quatro funcionários e ex-funcionários afirmam que, após os vazamentos da ex-colaboradora Frances Haugen em 2021, que revelou relatórios internos ao Congresso norte-americano, a companhia passou a submeter pesquisas relacionadas à segurança de jovens em VR ao crivo do departamento jurídico. Em alguns casos, advogados teriam vetado a continuidade dos estudos.

Os novos denunciantes são representados pela organização sem fins lucrativos Whistleblower Aid, a mesma que apoiou Haugen. A alegação é que a Meta estaria priorizando a proteção de sua imagem e de seus negócios em detrimento da investigação de possíveis impactos nocivos de suas plataformas de realidade virtual, como o Horizon Worlds.

Leia também: Genesys e ServiceNow ampliam parceria para orquestração de agentes de IA

Resposta da empresa

A Meta negou as acusações. Em nota ao The Verge, a porta-voz Dani Lever afirmou que os relatos se baseiam em “poucos exemplos costurados para sustentar uma narrativa falsa”. Segundo a executiva, desde o início de 2022 a empresa teria aprovado quase 180 estudos conduzidos pelo Reality Labs, muitos deles voltados à segurança e ao bem-estar de jovens.

A companhia também destacou que parte dessas pesquisas resultou em atualizações de produto, como a implementação de ferramentas de supervisão parental. Além disso, a Meta reforçou que seus dispositivos de realidade virtual são projetados apenas para usuários a partir de 13 anos.

As denúncias devem ser o foco de uma audiência no Comitê Judiciário do Senado dos EUA marcada para esta terça-feira (9), intitulada “Danos Ocultos: examinando denúncias de que a Meta enterrou pesquisas sobre segurança infantil”. Três senadores republicanos já solicitaram formalmente que a empresa apresente mais informações sobre as medidas de proteção a menores de idade em suas plataformas de VR.

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