A transmissão do sistema de televisão digital brasileiro começa neste próximo domingo (02/11), em São Paulo, cercada de problemas e indefinições. Enquanto a polêmica sobre o preço do conversor ganha novo capítulo a cada declaração do ministro das Comunicações, Hélio Costa, mesmo quem está disposto a pagar pela tecnologia não conseguiu adquirir o aparelho.
A reportagem da Gazeta Mercantil percorreu vários pontos-de-venda da capital paulista e não encontrou conversores. Na Fnac do Morumbi Shopping, uma funcionária informou que os da Positivo e da Sony poderiam chegar até domingo. Detalhe: a Sony não fabricará conversores. A Philips, não citada pela vendedora, informou na ocasião do lançamento de seus aparelhos que treinaria funcionários das redes, entre elas a Fnac.
As indústrias informam que já entregaram os produtos às lojas, mas ainda não estão disponíveis em razão de problemas logísticos do comércio. Já as redes varejistas alegam haver atraso na entrega pelas fabricantes.
Para o mercado publicitário, a grande vantagem do sistema é a mobilidade. “A possibilidade de assistir TV em aparelhos portáteis, como os celulares, vai trazer novos hábitos de consumo”, afirma Willy Haas, diretor da Rede Globo. “O filme publicitário atingirá uma audiência inicialmente imensurável”, diz Paulo Queiroz, vice-presidente da DM9DDB.
* Maria Luíza Filgueiras, Sheila Horvath, Thaís Costa e Wilson Gotardello Filho
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