Marvin Minsky, pioneiro da exploração da inteligência artificial, morreu nesse domingo (24) em Boston, Estados Unidos, vítima de uma hemorragia cerebral. Sua morte foi confirmada pelo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), onde Minsky foi professor e pesquisador.
O matemático teve profundo impacto para a computação e a inteligência artificial como as conhecemos hoje, tendo defendido a ideia de que computadores poderiam um dia superar humanos em inteligência.
“Minsky enxergou o cérebro como uma máquina cujo funcionamento pode ser estudado e replicado em um computador, algo que nos ensinaria, em contrapartida, a compreender melhor o cérebro humano e as funções mentais de alto nível”, afirmou o MIT em comunicado.
Nascido em 9 de agosto, em 1927, na cidade de Nova York, Minsky se graduou nas duas das universidades mais prestigiadas dos EUA, Princeton e Harvard e, em 1958, começou a trabalhar no MIT. Lá, co-fundou – ao lado de seu colega John McCarthy – o “Projeto Inteligência Artificial”, que depois se tornou o “Laboratório de Inteligência Artificial”, que é creditado por cunhar o termo inteligência artificial.
Como o New York Times lembra, o laboratório também plantou a ideia de que a informação digital deveria ser compartilhada livremente, uma noção que moldaria mais tarde o movimento open source, e foi parte do ARPAnet original, o precursor da Internet.
Outros feitos do pesquisador também incluem o design e desenvolvimento de mãos mecânicas com sensores táteis, que influenciariam a robótica moderna, além da construção da primeira rede neural de aprendizado e trabalhos filosóficos sobre as implicações da inteligência artificial. Em seu trabalho mais influente, “The Society of Mind” (A Sociedade da Mente), ele defende uma teoria sobre como a inteligência emerge espontaneamente a partir de interações complexas entre elementos separados.
O cientista também foi consultor do filme “2001: uma odisseia no espaço”. O diretor StanleyKubrick o visitou durante a preparação do filme para aprender sobre os estados da computação gráfica e para questionar se o professor acreditava ou não ser possível que computadores falassem articuladamente em 2001.
Minsky recebeu muitas honras, tendo em 1970 ganhado o Turing Award, mais alto prêmio da ciência da computação. Ele deixa sua mulher, a médica Gloria Rudisch Minsky, e três filhos.
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