A conveniência parece ser a razão mais expressivas para as pessoas no mundo todo para usarem ferramentas com inteligência artificial (IA). Essa é conclusão de um relatório da The Cynefin Company divulgado essa semana, que ouviu de 23% dos participantes no mundo que o uso de IA é feito por conveniência, 17% por curiosidade e apenas 11% por necessidade.
O relatório – chamado Perspectives on AI – Sensemaker Open Collection – busca identificar impactos e oportunidades da tecnologia. A pesquisa global foi feita entre setembro de 2023 e fevereiro de 2024. Os dados continuam sendo coletados para relatórios periódicos futuros, diz a Cynefin, com previsão de uma edição específica para o Brasil.
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“Vale dizer também que 20% dos participantes consideram conveniência e curiosidade como fatores-chave, ou seja, complementares. Não parece, nesse momento, haver suficiente motivação intrínseca dos indivíduos para incluir estruturalmente IA no seu dia a dia”, diz Alexandre Magno, CEO da The Cynefin Co Brazil.
A pesquisa utilizou a ferramenta SenseMaker, da empresa, que se baseia em etnografia distribuída, capturando depoimentos que oferecem insights sobre padrões culturais e atitudes emergentes, segundo a Cynefin.
O estudo avaliou o uso de AI a partir de três eixos: pessoal, estratégico e operacional. Um quinto (20%) dos participantes responderam que suas experiências com IA têm impactado todos os eixos, enquanto 11% discorrem percebem impacto apenas em contexto estratégico, 12% no pessoal e 24% somente no operacional.
“Entendo que líderes estão superestimando o papel da IA como diferencial competitivo a partir do ganho de produtividade operacional, no sentido de fazer melhor ou mais rápido o que já sabemos fazer, e subestimando o seu potencial transformador, de sermos capazes de fazer algo que nunca pensamos em fazer”, diz Magno.
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