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Representantes da indústria debatem os maiores erros cometidos na adoção de inteligência artificial

O último dia do IT Forum Na Mata: IA aplicada aos negócios reuniu, nesta sexta-feira (24), cinco representantes da indústria para debater sobre os maiores erros na adoção da inteligência artificial (IA). O conteúdo trouxe para os executivos de Tecnologia presentes reflexões para se manterem atualizados entre o cenário de pressa e medo diante da ferramenta.

Para Ana Anaia, gerente sênior de Solution Center da Thomson Reuters, antes de qualquer coisa é preciso que todos dentro do ecossistema se abram para o novo e percebam que nem sempre as planilhas poderão trazer os potenciais de cada tecnologia.

A executiva defendeu o olhar para além do ROI financeiro, levando em consideração também o ROI reputacional. “Eu acho que nós precisamos acreditar no que vem de novo, e o ROI financeiro mostra o hoje. Será que é só a planilha que vai me falar qual investimento eu vou recuperar em cinco anos?”, questionou.

A fala ecoou os pontos levantados pelo vice-presidente de Operações da Softtek do Brasil, Eduardo Floriano. Para o VP, é hora dos executivos compreenderam que a revolução da IA já começou e que a ferramenta já é utilizada dentro das empresas, mas sem governança. “Temos que para de achar que a TI vai conseguir ter o controle sobre tudo quando falamos de inteligência artificial. Então, o letramento e a conscientização são fundamentais.”

O executivo ressaltou ainda que, enquanto as organizações investem em tecnologia para barrar o acesso dos funcionários à IA, o mesmo dinheiro poderia ser utilizado para ensiná-los a usá-la.

Leia mais: Juntar equipes despreparadas com IAs mal treinadas é a receita da catástrofe, alerta Patrícia Peck

O painel, mediado pelo consultor de mercado, Jorge Cordenonsi, trouxe à tona ainda questões como desafios culturais, avaliação de portfólio, definição de indicadores e métricas. Na opinião de Ivan Santos, arquiteto de soluções na Docusign, estas últimas sempre deveriam estar conectadas à modelos especialistas.

“Para mim, modelo genérico não funciona para enterprise. Pode ser que em algum momento, eu atinja uma maturidade na qual eu entenda quais são as LRN disponíveis no uso da inteligência artificial. Mas o que eu mais vejo é projeto indo ralo abaixo, porque eu preciso de um know-how enorme para começar com um modelo genérico.”

Ao longo da conversa, Gustavo De Martini, CEO do FrontBoost e COO da Techne, alertou para a armadilha de ficar apenas nos testes e se esquecer de realmente implementar as ferramentas desenvolvidas. “Estou vendo uma hora que, de tanto todo mundo ficar testando, vamos gerar um congelamento”, enfatizou.

Para sair deste estado de receio e evitar erros muito graves, o líder de Sales Development LATAM na IBM, Rodrigo Rissoli indica: estude os casos de uso do mercado e vá para o mais simples. “É muito importante vocês ouvirem o mercado, conversar com outras empresas no mesmo segmento e eu acho que a simplicidade aqui acho que faz muito sentido.”

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