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M5 Têxtil acha que setor ainda falha no uso da TI

Jair Lorenzetti, CEO da M5 Têxtil – dona das marcas M.Officer, Miele e Carlos Miele -, acredita que o segmento brasileiro de vestuário, confecção e calçados falha por não aproveitar a aderência dos sistemas de gestão integrada desenhados para este tipo de negócio e por não saber usar soluções complementares de grande valia para tomadas de decisão, como BI. “As empresas deste setor no Brasil ainda engatinham em termos de usabilidade da tecnologia”, diz. Ele acredita que o País está muito mais bem servido em sistemas específicos para a vertical de vestuário e calçados do que outras nações mais desenvolvidas. “Já morei no exterior e posso afirmar que a solução de ERP da Linx tem aderência de mais de 90% para o mercado de confecções, mais que o módulo da SAP, que tem menos de 70%, conforme análise que fizemos.”

Até setembro de 2009, Lorenzetti era CIO do grupo e também respondia pelos departamentos de finanças e logística. Alçado à posição de presidente, iniciou a preparação do seu substituto, que já foi escolhido, mas assume de forma gradativa o controle da área. “A nossa escolha, o Fernando Góes, tem dez anos de casa e supre a necessidade de contar com um profissional que compreenda a complexidade e a simplicidade do negócio.”

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Enquanto isso, Lorenzetti ainda responde pela área que ajuda a decolar desde 2006, quando foi contratado em meio a processo de reestruturação que visava a tornar a empresa menos familiar e mais profissional. “A empresa deixou de ser departamental e passou a ser orientada por projetos. Dispomos de ferramentas para planejar antes de fazer, fugindo da característica comum ao setor, que é fazer para ver no que dá.”

A primeira grande arrancada para esse amadurecimento foi a implementação do ERP, há 2,5 anos, em substituição a oito sistemas legados. “A Linx tem sido nossa parceira primordial”, diz Lorenzetti. Afora isso, a modernização seguiu em outras frentes, com implementação de BI, adoção de business process management (BPM) e balanced scorecard, atualização de equipamentos de pontos de vendas, integração da rede de lojas no Brasil e exterior por meio de telefonia IP (VoIP) e acesso a sistemas por meio de cloud computing.

Este ano, a equipe de TI da holding se envolverá com uma ampla lista de prioridades que envolve projeto para lançamento de bandeira própria de cartões com a marca M.Officer. “É um modelo de Private Label completamente diferente do que existe no mercado”, adianta o novo presidente, que prevê grande esforço tecnológico envolvendo CRM, meios de pagamento e outros sistemas. Também faz parte dos planos a implementação de gestão de desempenho de negócios, avanços na operação de comércio eletrônico, integração da cadeia de suprimentos do grupo e manutenção da  agressiva estratégia de terceirização, que já enxugou o quadro de TI de 40 pessoas, em 2006, para cerca de dez atualmente. “Estamos bastante avançados nos serviços de nuvem, com migração de 80% do que consideramos ideal. A meta é atingir 100% até dezembro deste ano”, informa o executivo.

Com um ERP processual, ferramentas de BPM, BI e BA (business analytic) e todos os demais recursos incorporados à infraestrutura de TI nos últimos quatro anos, o grupo M5 Têxtil está pronto para melhorar a usabilidade de toda essa tecnologia. “Essa é uma das principais metas para este ano. Porque, apesar de termos ótimos usuários, a verdade é que não conseguimos usar em sua plenitude a TI que temos na mão”, admite.

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Redação
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