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EXCLUSIVO: Luis Pinho, CIO da Bosch, dá detalhes de nova fase como membro de conselho

Após 35 anos de história na Bosch, Luis Pinho, atual CIO América Latina da companhia, começa a se preparar para um novo momento de sua jornada: ser membro do conselho mundial da empresa. Em entrevista exclusiva ao IT Forum, o executivo explica que essa é uma espécie de “aposentadoria”, uma vez que a empresa tem um certo limite de idade para os cargos executivos (por volta dos 60 anos).

“Nós temos algumas limitações. Trabalhamos três dias por semana e vamos desligando devagarzinho. Já temos a pessoa que irá assumir como CIO. Começamos essa transição faz seis meses e ele assume as decisões a partir de janeiro de 2024”, explica Pinho.

Nessa nova fase, o CIO espera ter a liberdade para continuar decidindo parte das coisas que decide hoje. A ideia é tirar o peso do novo C-level antes da decisão final. “Nós temos fornecedores, infraestrutura, desenvolvimento de sistemas, e sinto que não tenho tempo hoje para ver o que está acontecendo no mercado brasileiro e latino-americano”, revela ele.

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Sempre foi um desejo do executivo ter um pequeno conselho na região que pudesse continuar com o “sobrenome Bosh” para discutir e buscar soluções que o CIO não tem tempo de buscar. “Eu espero ter uma oportunidade de usar a minha experiência para ver as tendências sem o compromisso do dia a dia. O meu segundo desejo é vender a nossa empresa. O mundo não conhece tudo o que fazemos. Fazer parcerias com outras empresas, começar a conversar com o mercado para fazer uma colaboração”, frisa Pinho.

As mais de três décadas na Bosch deve ajudá-lo nesse processo. Conhecer pessoas do mercado e internamente, para ele, facilitarão o seu trabalho como conselheiro. Mas também faz questão de dizer que não estava em uma zona de conforto nos últimos 35 anos.

“São várias carreiras em uma empresa só. Eu saí da área de TI, fui para controladoria, mudei de Campinas para Curitiba e depois me mandaram para a Alemanha para ser controler em uma das grandes plantas. Voltei para Campinas mais ou menos em 2007 e, em 2011, fui para Chicago ser treinado para ser CIO. Apesar de estar na mesma empresa, eu não fiquei mais de quatro anos em uma mesma função. Eu participei de várias fases da empresa e voltei em 2015/2016 como CIO da América Latina”, resume.

Nova fase de Luis Pinho

Ainda assim, é difícil para ele falar sobre a desaceleração. “Nos últimos meses estou me sentindo até meio perdido, porque a agenda vai diminuindo, os compromissos vão diminuindo e, ao mesmo tempo, eu não posso assumir nada. Tenho contato com universidades e estou abrindo possibilidades. A única coisa que eu não quero é voltar a ser um diretor de TI full time”, planeja Pinho.

Entre os seus desejos está focar um pouco em trabalhos voluntários e tirar um período sabático de três a seis meses, para viajar um pouco.

E finaliza dando o seu conselho para aqueles que almejem chegar ao cargo de CIO. “Para mim, tudo é a equipe que você trabalha. Tecnicamente, como cara de TI, eu não sou top, mas eu sei procurar e encontrar fontes de conhecimento, pessoas comprometidas e colocar a pessoa certa no lugar certo. Eu sempre peguei pessoas do meu lado que pudessem subir junto comigo. Quando subimos, criamos um vácuo para as pessoas que estão conosco subir.”

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