Considerada a quarta geração de banda larga móvel, a LTE (Long Term Evolution) só deve ser uma realidade para os usuários brasileiros de internet no ano em que o País sediar a Copa do Mundo de futebol. A afirmação partiu de Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco, que apresentou uma atualização do Balanço Huawei da Banda Larga Móvel, durante a Futurecom 2009.
A projeção mostra o Brasil com dois anos de defasagem em comparação a média do mercado mundial. Vale ressaltar que, na visão do especialista, o investimento na tecnologia 4G vincula-se diretamente a realização do evento no País, em 2014.
Observando o assunto de forma um pouco mais ampla, Tude projeta que no prazo de cinco anos serão 60 milhões de brasileiros com acesso a banda larga móvel e outros 30 milhões com assinatura de serviços fixo. Essa inversão de patamares (ao final de 2009 serão 11,8 milhões de acesso fixos e 5,9 milhões de acessos móveis) deve ocorrer em 2011. “Com três anos de atraso em relação a média mundial”, salienta.
Um dos fatores que emperra o avanço da tecnologia reside na capacidade das redes das operadoras em suportar o aumento explosivo do tráfego. A avaliação do especialista aponta que, nos grandes centros, esse problema é mais fácil de ser solucionado, uma vez que os players competem por market share, investem e obtém retorno. Assim, a solução estaria na expansão da infra de fibra. Agora, para zonas “menos atrativas”, talvez a única alternativa passa por uma equação envolvendo o governo.
De forma geral, o estudo foi preparado pela Teleco, sob encomenda da fabricante chinesa, mostra um Brasil com leve índice de atraso a média mundial quando o assunto é banda larga fixa e móvel. “Temos muito que andar”, sentencia Tude. Por banda larga, o levantamento entende conexões com velocidade acima de 256 Kbit/s, não apenas no PC.
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