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Lições que empreendedores podem tirar com sucesso do Pokémon Go

O Pokémon Go foi lançado em mais de 30 países, baixado por 75 milhões de pessoas e com 21 milhões de usuários ativos diários. Para alcançar o sucesso, a Nintendo, The Pokémon Company e Niantic por certo usaram táticas que podem servir de lição a empreendedores que querem se destacar frente à concorrentes. Executivos de diversas empresas apontam quais foram as abordagens.

Inovação
Antônio Miranda, CEO do Cuponomia, plataforma que reúne cupons de desconto de players de comércio eletrônico do País, afirma que Pokémon Go é exemplo de inovação e deixa uma lição importante nesse sentido: sempre está em tempo de pensar fora da caixa. 

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“A Nintendo saiu do modelo de negócios automático e explorou a essência do videogame, que não está apenas na tecnologia enfatizada pelas marcas, mas também na interatividade e na relação que jogos podem ter com a vida real”, observa. “Para ser bem-sucedido no mercado, às vezes, é fundamental pararmos de seguir o fluxo da concorrência e olharmos para onde ninguém está olhando e enxergar o que clientes realmente querem de nós”, completa.

Óptica e reinvenção
Para Vitor Torres, CEO do Contabilizei, escritório de contabilidade on-line para micro e pequenas empresas dos setores de serviço e de comércio, a dica é não se prender ao óbvio. “Tente olhar as coisas sob outra óptica para encontrar as melhores oportunidades”, comenta, completando que o lance do jogo é procurar Pokémons em lugares muitas vezes inusitados. “Isso vale para empreendedores também, que precisam treinar o 'olhar' para oportunidades novas e às vezes escondidas”, argumenta.

Para reinventar, o segredo pode ser implementar algo que já existe. “O jogo é uma reinvenção de um personagem e de uma empresa que estavam numa maré baixa e isso tem muito a ver com as startups de tecnologia, que pegaram mercados clássicos (táxi, contabilidade etc) e reinventaram a forma de fazer as coisas melhorando consideravelmente o que já existia”, observa. Ou seja, não é preciso exatamente reinventar a roda ou propor novidades que não trazem benefícios concretos.

Ouça o público
No dia 1º de Abril de 2014, o Google lançou um jogo muito parecido com Pokémon Go, no qual permitia caçar personagens usando realidade aumentada em conjunto com o Google Maps. “Era uma brincadeira, mas as pessoas foram a loucura, é claro! O sucesso já era anunciado, e o que a Nintendo fez foi dar ouvido a essas vozes e criar o jogo que fez o valor da empresa na bolsa de valores subir impressionantes US$ 11 bilhões”, pontua Gisele Giardelli, country manager do DeeMe, aplicativo de mensagens por meio de imagem e texto com foco na criatividade.

Ela afirma que ouvir o público pode ser a chave para conhecemos seu próprio produto e identificar limitações internas. “No caso do Pokemon Go o feedback do público foi extremamente positivo, mas também poderia ser negativo, temos que levar isso em conta em ambas as situações”, completa.

Foco no target
Identificar o que o público-alvo quer e está em busca sempre será a melhor estratégia de negócio, na opinião de Vanessa Louzada, fundadora da holipet, marketplace para pets. “Vivemos em um mundo no qual pessoas estão conectadas durante todo o tempo e querem solucionar seus problemas e obter respostas para anseios a um clique – usando smartphones, de preferência. Simplificar processos e entregar ao consumidor o que ele precisa é o que definirá se uma empresa terá sucesso”, completa.

Adaptação e Agilidade
Aproveitar oportunidades é algo que empreendedores de sucesso fazem. Para Caio Lopes, diretor de Tecnologia da Mobile2you, desenvolvedora de apps mobile sob demanda, tirar proveito da popularidade do game é enxergar isso como oportunidade para adaptar estratégias e investir em algo que pode ou não ser passageiro, “mas que, com certeza, atrairá um bom público aos estabelecimentos”, comenta.

Monetização
O modelo freemium para aplicativos, que dá a opção de compras dentro de apps gratuitos, aparentemente é o modelo de negócios melhor para monetização. Mas não é apenas de itens que pode-se se fazer um mestre pokémon. “O Pokémon Go, além de implementar esse tipo de modelo de monetização com as compras de pokébolas e itens dentro do jogo, pensou fora da caixa e encontrou uma maneira realmente inovadora: locais patrocinados”, argumenta Guilherme Ebisui, CEO e sócio-fundador do Poppin, app de relacionamento. 

“Essa estratégia de geomarketing fez o aplicativo gerar receita de lojas e demais empresas que desejam atrair mais visitas de consumidores para seu estabelecimento”, explica o executivo, completando que empresas pagam para colocar Pokémons dentro do local e, consequentemente, atrair pessoas até a loja. 

“Anunciantes são cobrados baseados em 'custo por visita', que é semelhante ao conceito de 'custo por clique' utilizado para estratégias de SEO. O resultado disso foi que em apenas 7 dias, o aplicativo foi o jogo de maior monetização da história, baseado na receita de acordo com os downloads em celulares”, argumenta. “Pokémon Go é um exemplo perfeito de como implementar uma forma de monetização atraente para ambos anunciantes e consumidores”, encerra.

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Published by
Redação
Tags: empreendedorismoPokemon Go
10 anos ago

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