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KPMG Consulting traça planos agressivos após IPO

Pouco depois do IPO (Initial Public Offering) da KPMG Consulting, realizado no último dia 8, a empresa começa a traçar os planos. Oreforço de capital é o fôlego novo ptretendido para dar mais agressividade às práticas de negócios,ampliando as condições de competição da consultoria tradicional com o sem-número de concorrentes da Nova Economia. A expectativa é de que os resultados sejam visíveis em menos de um ano.

A oferta pública de ações da unidade de consultoria da KPMG foi a segunda maior da história da Nasdaq, ficando atrás apenas da entrada da AT&T Wireless no mercado aberto, há alguns meses.

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A empresa abriu 84% do seu capital, com a expectativa de atingir US$ 2 bilhões. Embora o período seja dos mais sensíveis para as transações de empresas de tecnologia, a KPMG Consulting obteve movimento recorde.Logo depois do seu debut, as ações valroizam-se em 30%.

Os analistas do mercado financeiro, que já anteviam boas chances de negócio para a KPMG Consulting, destacaram duas principais influências no interesse dos investidores: a boa performance da divisão e o retorno das corporações aos contratos com as consultorias tradicionais, depois de um período de migração dos clientes para as chamadas e-consulting.

Leon Sacks, vice-presidente da KPMG Consulting na América Latina e principal executivo da empresa no Brasil, considera que se tornar companhia aberta traz novas cartas na manga e perspectivas otimistas aos planos agressivos de negócios.

?Uma empresa pública se torna mais atrativa para conquistar talentose nos permite traçar mais investimentos, conta. Sem contar detalhes dos novos projetos ?porque como companhia aberta não se pode dar margens a más interpretações do mercado? Sacks comenta que a KPMG Consulting pode ampliar os solutions data centers, também chamados de centros de competência, até com a possibilidade de instalar algum na América Latina. No Brasil, por exemplo? Ele lamenta ?não poder responder.

Sacks, executivo inglês que já se adaptou ao país tropical pelos mais de 20 anos que está no Brasil, adianta que a unidade de consultoria ficará bem mais arrojada. Ele considera que a excelente recepção da empresa na Nasdaq teve também como peso o fato de a KPMG não ser uma start-up, o que dá ao investidor mais segurança.Trabalhamos com tecnologia, mas não oferecemos os riscos das empresas nascidas nesse boom da Web, justifica.

Ele ressalta que a KPMG Consulting divide suas atividades por perfil de indústria, cada um com requisitos específicos para o uso de tecnologia. No caso da área de comunicação e conteúdo (mídia), a demanda tem sido maior por prestar serviços de Internet e e-commerce. Os trabalhos são dos mais variados, segundo o vice-presidente, desde a definição de estratégia até a implementação de infra-estrutura física dos centros de operação

Como os projetos de tecnologias ligadas à Internet exigem perfis sofisticados de profissionais e competências mais específicas, Sacks destaca a necessidade de intensificar o treinamento e intercâmbio com os centros de competência da KPMG, nos Estados Unidos.

Já na indústria de consumo, Sacks ressalta que há maior interesse pelas soluções que ampliem o contato com o cliente, citando como projetos como CRM (Customer Relationship Management) e call centers. Outros fortes candidatos a conhecer melhor os hábitos do consumidor são as empresas de serviços financeiros (como bancos e seguradoras), em busca de ampliar a fatia do market share.

No campo do CRM, Sacks diz que muitas empresas locais ainda estão na fase de estratégia, mas que já se vê projetos grandes em fase de implementação das ferramentas (os nomes dos clientes não são citados).Já no caso do call center, as empresas querem ampliar as formas de contato com o consumidor, utilizando, por exemplo, recursos da Web.

O executivo comenta que outro segmento que vem demandando projetos ligados à Internet é o governo (e-gov), que busca mais agilidade e integração nos serviços púlicos.

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Editorial IT Forum 365
15 anos ago

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