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ISG: ambientes de trabalho estão se tornando ‘ecossistemas híbridos’

Os investimentos em tecnologias para ambientes de trabalho nas Américas, Ásia-Pacífico e Europa, Oriente Médio e África (EMEA) totalizarão US$ 22,3 bilhões em 2025, e o de sustentabilidade digital deve chegar a US$ 30,3 bilhões, com potencial de alcançar US$ 41 bilhões até 2027. Isso significa há uma transformação estrutural em curso: os ambientes de trabalho estão se tornando ecossistemas híbridos – físicos, digitais e humanos -, nos quais eficiência, sustentabilidade e experiência do funcionário se misturam.

É o que argumenta a nova edição do estudo Future of Work Services 2025 para o Brasil, da ISG Provider Lens, produzido e distribuído pela TGT ISG.

De acordo com o estudo, o escritório digital do futuro será moldado por três pilares: inteligência artificial, com agentes pré-construídos, automação cognitiva e análise preditiva; experiência do usuário como métrica de valor, substituindo indicadores operacionais tradicionais; e sustentabilidade como diferencial competitivo.

“Esse modelo cria ecossistemas autônomos, capazes de autorremediar falhas, prever demandas e otimizar recursos em tempo real”, explica em comunicado Cristiane Tarricone, analista distinta da TGT ISG e autora do estudo. “Mais do que uma simples reorganização do mercado de trabalho, essa virada representa uma mudança profunda na relação entre tecnologia e trabalho humano.”

Segundo ela, para se manterem competitivas, as empresas precisam “não apenas atualizar suas infraestruturas, mas também adotar práticas sustentáveis e inclusivas”.

Leia também: Custo bilionário da IA derruba ações da Oracle e reacende temor de bolha no mercado

IA no centro

Segundo o relatório, a IA generativa se tornou o núcleo da transformação no ambiente de trabalho. O estudo também aponta o avanço da IA agêntica em funções de vendas, recursos humanos, atendimento aos canais de cliente e experiência do usuário.

Números da ISG indicam que 52% dos casos de uso de agentes de IA não são específicos de uma indústria, embora serviços financeiros representem 30% das aplicações, varejo 21% e manufatura 18%. Apenas 25% das soluções atuais permitem operação independente, enquanto 45% operam de forma consultiva.

Habilidades técnicas como ciência de dados, desenvolvimento de IA e segurança digital ganharão relevância, diz o relatório. Paralelamente, competências comportamentais como resolução de conflitos, pensamento crítico e adaptabilidade se consolidam como atributos que a máquina não substitui.

O que está em jogo, segundo a especialista, não é apenas a adoção de novas tecnologias, mas a redefinição estrutural do trabalho humano e organizacional. “Empresas que conseguirem orquestrar ecossistemas tecnológicos complexos, mantendo adaptabilidade cultural, responsabilidade regulatória e compromisso com valores humanos, terão vantagem competitiva”, finaliza.

Líderes da indústria

O relatório avalia as capacidades de 31 fornecedores em seis quadrantes. A DXC Technology e a Stefanini aparecem como líderes em todos os seis quadrantes. A Atos, a TIVIT e a Unisys são nomeadas líderes em cinco cada. Kyndryl, TCS e Wipro são nomeadas líderes em quatro quadrantes cada, e a Accenture é nomeada líder em três quadrantes.

A Deloitte e a Getronics são nomeadas líderes em dois quadrantes cada. A Capgemini, a Dedalus, a HCLTech, a NTT DATA e a Positivo S+ são nomeadas líderes em um quadrante cada. Além disso, a HCLTech foi nomeada Rising Star – empresa com “portfólio promissor” e “alto potencial futuro”, segundo a definição da ISG – em três quadrantes.

Capgemini, Getronics, NTT DATA e Positivo S+ foram nomeadas Rising Stars em um quadrante cada.

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