IoT
Dispositivos que conversam entre si, armazenam dados e mudam a forma como as pessoas vivem e trabalham já fazem parte do dia a dia graças à Internet das Coisas (Internet of Things, ou IoT). A tecnologia, que conecta objetos em uma mesma rede, está entre as tendências de maior impacto para os negócios até 2020, segundo uma pesquisa feita pela consultoria PwC, que analisou as 150 inovações publicadas no estudo “Tech Breakthroughs Megatrend” (As megatendências de avanço da tecnologia, em tradução livre).
Diante disso, iniciar um projeto de IoT representa uma vantagem competitiva para a empresa. “Adotar a tecnologia acelera a eficiência da indústria e traz benefícios como agilidade para os negócios, mais produtividade organizacional de TI e inovação”, explica Rita Rodrigues, coordenadora acadêmica da Fiap (Faculdade de Informática e Administração Paulista). Mas, para ter resultados efetivos, alguns cuidados são necessários.
Veja, a seguir, os principais pilares de um projeto de IoT e o impacto no armazenamento de dados:
Analisar os dados gerados por iniciativas de IoT requer mudanças significativas nos recursos de TI. “É preciso mobilizar as equipes de tecnologia e construir uma estratégia eficaz – com planos e metas de médio e longo prazos. Só assim será possível tirar o maior proveito dos dados gerados pelos sensores”, diz Rita.
Com uma grande quantidade de dispositivos em uma mesma rede, o número de informações aumentarão proporcionalmente – consequência do uso constante de apps e do aprendizado dos dispositivos sobre os consumidores e seus hábitos. Porém, em termos de custos, não é viável armazenar todas essas informações. Por isso, além de cuidar do armazenamento de dados, é preciso avaliar o que será (ou não) produtivo para a empresa.
Com a adoção da IoT, as equipes de TI precisam se preparar para uma nova forma de lidar com as informações, gerenciando todo o ambiente como um sistema homogêneo, em que as informações fluem da maneira mais eficiente possível. “Com a Internet das Coisas, chegam mais dados do que saem. Por isso, o data center precisa suportar essa grande quantidade de tráfego. Além disso, é preciso se preocupar com o tempo de parada dos sistemas, que deve ser o mais limitado possível. Ou seja, pensar em estratégias que evitem que eles fiquem offline”, afirma Rita.
Com um número maior de dispositivos conectados, cresce também a preocupação com a proteção dos dados. “Quanto mais pessoas contarem com a IoT, maior a pressão e o risco de ataques. Em geral, a falta de proteção nas redes Wi-Fi cria constantes fluxos de vulnerabilidade, que provavelmente serão reincidentes”, ressalta Rita. Por isso, explica a especialista, garantir que os processos sejam seguros é essencial para o sucesso da adoção. “Isso significa proteger os dados usando a regra 3-2-1: manter três cópias diferentes dos dados, em duas mídias diferentes com um dos locais sendo offsite”, completa.
Imagem: depositphotos
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