Na seqüência da saída de Ed Zander do comando da Motorola, o investidor Carl Icahn recomeçou sua pressão sobre a companhia. Ele é listado como o terceiro maior acionista da fabricante, com 3,3% de participação.
Em entreivsta ao Wall Street Journal nesta quinta-feira (13/12), ele afirmou que a divisão da companhia melhoraria seus resultados. Segundo ele, a operação de celulares da Motorola – seu negócio maior, com vendas de US$ 39 bilhões – não está contribuindo muito para o valor de suas ações. Sua participação de mercado vem caindo nos últimos anos, o que impacta em seu valor na bolsa de valores.
“O ponto é, se esta unidade fizesse um spin off, com receitas de mais de US$ 20 bilhões em um mercado crescente, seria, obviamente, um grande negócio”, disse Icahn, sugerindo que a operação poderia alavancar os papéis da empresa. A Motorola, no entanto, tem ignorado os apelos para ser dividida e afirma que está comprometida com sua atual estratégia de expandir seu negócio.
A empresa tem vendido alguns ativos e feito aquisições de vários portes. A fabricante americana tem sofrido menos que a rival Nokia, que tem seu focado centrado nos aparelhos celulares – sua participação de mercado já se aproxima de 40%.
Para Icahn, a Motorola também poderia elevar o valor de seus papéis através de um programa de recompra de ações.
David Garrity, diretor de pesquisa da Dinosaur Securities, acredita que a Motorola é séria candidata a uma aquisição por parte da Dell, HP ou Research in Motion (RIM) em 2008.
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