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Internet ainda não substitui médico de família

Cerca de 35% dos adultos nos Estados Unidos usaram a internet no ano passado para diagnosticar a sua condição médica ou a de outra pessoa, segundo o relatório Health Online 2013 feito pelo Internet & American Life Project da Pew Research Center. Apesar disso, não há evidências de que os consumidores estejam usando a web para diagnóstico, em vez de consultar médicos, explicou Susannah Fox, diretora associada do Pew Internet Project, em uma entrevista com o InformationWeek Healthcare.

No geral, o estudo descobriu, 81% dos adultos americanos usaram a internet e 72% dos usuários da internet pesquisaram informações de saúde online nos 12 meses anteriores. Cinquenta e nove por cento das pessoas que buscaram informações de saúde online tentaram identificar que tipo de condição médica possuíam.

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O número de mulheres é maior dentro desse grupo e as pessoas mais novas, brancas, de alta-renda e com educação superior são mais propícias a diagnosticarem-se ou diagnosticarem outros na rede.

Das pessoas que chegaram a um diagnóstico online, 46% afirmaram que a condição diagnosticada merecia atenção médica, 38% disseram poder cuidar de sua condição em casa e 11% afirmaram que podia tanto fazer uma coisa como outra.

Cinquenta e três por cento das pessoas que procuraram um diagnóstico online disseram que conversaram com um profissional sobre suas descobertas na rede. Quarenta e um por cento disse que o médico confirmou suas suspeitas e apenas 2% afirmaram que o médico confirmou parcialmente. Segundo 18% dessas pessoas, o médico não concordou ou ofereceu uma diferente opinião sobre sua condição e 1% disse que o médico foi incapaz de realizar o diagnóstico. O restante não procurou opinião profissional.

A probabilidade de um consumidor buscar o diagnóstico online cai significativamente com a idade: tomando como base toda a população adulta dos Estados Unidos, apenas 29%  entre as idades de 50 a 64 anos buscaram diagnóstico online e a parcela cai para 13% no grupo com adultos com 65 anos ou mais. Entretanto, cerca de 55% dos usuários da internet que buscaram informação específicas sobre uma doença ou problema médico – não necessariamente por razões de diagnóstico – a diferença de idade é muito mais baixa, com 43% de pessoas mais velhas buscando esse tipo de informação.

“O acesso à internet leva ao acesso à informação”, Fox disse, observando que o aumento agora na faixa de idade mais alta “está engrossando os rankings de usuários da internet. Se observamos os grupos de pessoas com 72 anos ou mais, o uso cai vertiginosamente”.

Pela primeira vez, a pesquisa da Pew comparou a porcentagem de pessoas com seguro saúde e sem seguro saúde, que buscaram informações online de saúde. Descobriram uma diferença entre a porcentagem das pessoas tentando diagnosticar uma doença online versus a porcentagem que busca por informação de saúde no geral.

“Não há diferença significativa na porcentagem entre as pessoas que possuem seguro saúde e aquelas que não possuem, quando se refere ao uso da internet para buscar informações de uma doença”, esclareceu o relatório.

Entretanto, 75% dos usuários de internet que possuem seguro saúde buscaram algum tipo de informação  online, comparado com 59% de usuários sem seguro saúde. Ainda mais impressionante: 60% dos segurados buscam por informações sobre condições médicas, contra 35% que buscam o mesmo tipo de informação, entre os não segurados.

Fox especulou que as pessoas com seguro são mais conectadas com o sistema de saúde do que as sem seguro, e por isso buscam mais informações de saúde online. Mas ela não chegou a nenhuma conclusão para o fato de que muitas pessoas com e sem seguro tentarem buscar o diagnóstico na rede, apenas alguns dos sem seguro visitam médicos. Outros fatores além da falta de seguro devem ser envolvidos, ela disse. Por exemplo, algumas pessoas talvez usem sites para procurar problemas de saúde que não exijam atenção médica.

Outros dados

A pesquisa da Pew também descobriu que quando as pessoas consultam um médico, apenas 1% buscou informação online e 8% buscaram informação tanto online quanto offline. Em contraste, um relatório recente da Manhattan Research mostrou que 39% dos médicos afirmaram trocar e-mails com pacientes. Fox diz que é possível que alguns médicos tenham contato online com apenas alguns de seus pacientes e que algumas clínicas apenas tenham formulários online para preenchimento. Mas a base é que “um pequeno grupo de consumidores afirma que quando tiveram problemas de saúde, conseguiram contatar seus médicos por meio da rede”.

Em outra fronte, o relatório da Pew observou que 20% dos usuários da internet consultaram análises online de remédios ou  tratamentos médicos, médicos, hospitais ou outros provedores. E somente de 3% a 4% dos usuários da rede postaram resenhas online sobre os serviços ou provedores de saúde.

Fox não tem certeza porque tão poucas pessoas usam ou postam resenhas sobre os serviços de saúde, tanto quanto usam esses campos para viagens, hotéis e produtos de consumo. “Mas é importante para as pessoas entenderam que há apenas algumas vozes que são amplificadas (em resenhas). Esse é um desafio para consumidores, médicos e hospitais”, finalizou.

Tradução: Alba Milena, especial para o Saúde Web | Revisão: Adriele Marchesini

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Editorial IT Forum 365
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