Intel
A Intel, uma das maiores fabricantes do mundo da tecnologia, está sendo investigada pelo que os investigadores federais dos Estados Unidos chamam de “discriminação por idade” em relação às mais de 10 mil demissões iniciadas em 2016, de acordo com fontes do jornal Wall Street Journal.
No centro da questão está a percepção e a alegação de que a Intel procurou se livrar de funcionários mais velhos e manter apenas os mais jovens. A prática é boa para a empresa, já que os trabalhadores mais velhos tendem a ser mais bem remunerados, mais conscientes e assertivos de seus direitos e mais propensos a ter famílias e fazer uso dos benefícios.
Há dois anos, ao anunciar suas demissões e reestruturações, a Intel indicou que esse processo que se estenderia até 2017. O WSJ informa que “dezenas de ex-funcionários buscaram aconselhamento jurídico sobre se poderiam processar” a Intel e alguns deles apresentaram queixas à Comissão de Oportunidades Iguais de Trabalho (EEOC) dos Estados Unidos.
A Intel nega qualquer recorte tendencioso nas demissões e afirma que “fatores como idade, raça, nacionalidade, gênero, status de imigração ou outras demografias pessoais não fizeram parte do processo”. Entretanto, uma análise do WSJ de documentos da própria Intel revelam que, em um conjunto de 2,3 mil demissões, a mediana da idade era de 49 anos, o que é sete anos mais velha do que a idade mediana do restante do pessoal.
A prática não é permitida nos Estados Unidos e cabe agora à EEOC decidir sobre o mérito das queixas que recebeu nos últimos dois anos. Se o órgão de fiscalização encontrar motivos suficientes para prosseguir com o assunto, poderá iniciar uma ação judicial coletiva contra a Intel.
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