A Intel confirmou ter recebido US$ 5,7 bilhões do governo norte-americano, como parte do acordo anunciado na semana passada em que os Estados Unidos decidiram adquirir 10% de participação na companhia. A informação foi divulgada pelo CFO David Zinsner durante uma conferência com investidores, de acordo com a CNBC.
Segundo a secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, os termos finais do negócio ainda estão sendo ajustados pelo Departamento de Comércio. “Ainda estamos cruzando os T’s e pontuando os I’s. O acordo segue em discussão”, afirmou.
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A Intel já havia alertado, em comunicado à Securities and Exchange Commission (SEC), que a transação poderia gerar reações negativas de investidores, funcionários, clientes, fornecedores e até governos estrangeiros, além de potencializar riscos de litígios e aumentar o escrutínio público e político.
Durante sua fala, Zinsner também sinalizou que a empresa pode abrir espaço para investidores externos no negócio de foundry, responsável pela fabricação de chips para terceiros. Essa seria, segundo ele, uma “segunda oportunidade de levantar capital para financiar o crescimento” dessa unidade, que vem sendo apontada como um dos pontos de preocupação do mercado.
Embora a Intel tenha divulgado resultados melhores que o esperado no segundo trimestre, em julho, suas ações caíram cerca de 8% após dúvidas sobre o desempenho de sua divisão de foundry.
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