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Exclusivo: diretores da Sun detalham abertura do código do Java

Atendendo às expectativas do mercado – e cumprindo o prazo prometido – a Sun Microsystems anunciou nesta segunda-feira (13/11) a abertura de parte do código do Java SE – Java Platform Standard Edition – e do Java Platform Micro Edition (Java ME).

Segundo a companhia, uma das soluções abertas é o Java HotSpot, compilador de linguagem da programação Java (javac) e JavaHelp online software. Até o fim do primeiro semestre de 2007, a expectativa é divulgar totalmente o código do Java SE Development Kit (JDK).

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Rich Sands, gerente de marketing de comunidades do Java Platform Standard Edition, e Eric Chu, diretor do Java Platform Micro Edition (Java ME), conversaram com exclusividade com o COMPUTERWORLD e detalham a estratégia. Leia abaixo os principais trechos:

COMPUTERWORLD – A Sun vem falando há um bom tempo sobre o interesse em abrir o código do Java. Qual é a estratégia exatamente por trás dessa iniciativa?
Rich Sands – Há alguns anos a plataforma Java vem atingindo crescimento expressivo e tem chegado a mercados onde nunca havia atingido antes. No entanto, o mercado demanda compatibilidade e a comunidade estava exigindo mais compatibilidade da plataforma. E isso não seria possível sem a abertura do código. Da mesma forma, não existem oportunidades no mercado para as soluções ou plataformas que não são compatíveis com as demais. Dessa forma, surgiu a intenção da Sun, de manter o Java crescendo e ampliando a compatibilidade com os sistemas do mercado.

CW – Qual parte do código exatamente vocês estão abrindo hoje?
Rich Sands – Estamos abrindo o código dos dois maiores componentes do Java SE – Java Platform Standard Edition. Porém, o objetivo é abrir todo o código até o fim do primeiro semestre de 2007.

CW – Circulam informações de que com a abertura do código do Java, a Sun atingirá o patamar de 70% do portifólio constituído de soluções abertas. Como a Sun pretende, então, ganhar dinheiro?
Rich Sands – Sim, com a abertura do código do Java devemos chegar a esses 70%. O fato é que a companhia pretende abrir novas oportunidades com a distribuição do código. Com a abertura do código, mais gente do mercado deverá conhecer o Java. E a partir daí, mais gente pode ser interessar também pelo modelo comercial da plataforma, que é justamente onde a Sun pretende ganhar. Justamente em implementação, distribuição e, principalmente, serviços. Pode-se dizer que a estratégia está também em ampliar o volume de adoção do Java. Quanto mais oportunidades os desenvolvedores tiverem para criar novas soluções em cima da plataforma, mais ela crescerá no mercado.

CW – A Sun pretende ainda abrir o código dos 30% restantes de sua linha de software?
Rich Sands – Com certeza. O objetivo é ter todo o portifólio de software em código aberto, como uma contribuição à comunidade de desenvolvedores de maneira geral. A Sun tem perseguido essa meta e continuará a fazê-la, sempre buscando monetizar seus serviços por meio dessas ofertas complementares de serviços ou mesmo dos modelos comerciais com suporte destinados às companhias.

CW – Divulgou-se recentemente na mídia que a Sun está trabalhando para aproximar o Java do Windows Vista. O que você tem a comentar sobre isso?
Rich Sands – Vou pedir para o Eric [Chu] responder a essa.

Eric Chu – Realmente estamos trabalhando próximos à Microsoft para garantir que o Vista trabalhará bem com Java. A integração que deve ser mais visível aos clientes é o fato de mais aplicações serem executadas e com melhor qualidade no sistema operacional.

CW – Quais os próximos planos da Sun para Java?
Rich Sand – Queremos terminar a abertura do código no próximo semestre e pretendemos ainda convocar alguns integrantes da comunidade do código aberto para estabelecer um trabalho colaborativo de desenvolvimento. Nesses últimos seis meses tivemos inúmeras conversas com a comunidade e capturamos várias idéias sobre desenvolvimento, inovação e como dar os próximos passos. Esse foi um ano incrível para a Sun e acredito que em 2007 continuará assim. Há dois anos, víamos Java principalmente em games de celulares, hoje já pensamos na plataforma como componente para equipamentos móveis de televisão. Sem dúvida existirão oportunidades notáveis para o ano que vem.

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Redação
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