Presidente George W. Bush, imprensa, Forças Armadas e senadores dos Estados Unidos. Os alvos das críticas do diretor Michael Moore, em seu novo documentário Fahrenheit 9/11, não são nada pequenos.
E desta vez também sobrou para empresas como DHL e Microsoft. O filme, que estréia nesta sexta-feira (30/07) no Brasil, exibe cenas de um encontro de negócios em que, segundo Moore, vários empresários discutem meios de lucrar com vendas de produtos para a guerra contra o Iraque. As companhias DHL e Microsoft são nominalmente citadas pelo diretor.
Segundo Moore, durante a guerra dos Estados Unidos contra os iraquianos, diversas empresas se reuniram com a Halliburton, organização que provê produtos e serviços para a indústria de óleo e gás, para discutir quanto dinheiro poderia gerar a partir da guerra.
Nas cenas, o executivo Youssef Sleiman, da Harris Corporation, uma das empresas presentes, afirma: Uma vez que o óleo comece a fluir e o dinheiro a entrar, isso gerará muito dinheiro. Aquilo é a segunda maior reserva de óleo do mundo. Não há dúvidas sobre quanto dinheiro está envolvido… e isso vai melhorar ainda mais. Comece a construir seus relacionamentos porque vai ficar ainda melhor assim que o óleo fluir e os orçamentos crescerem, e a boa notícia é que, não importa quanto isso custe, o governo pagará você.
Há três dias, a reportagem do COMPUTERWORLD entrou em contato, por e-mail, com o site oficial de Michael Moore, para pedir mais detalhes sobre a acusação. Até a publicação desta reportagem, não houve resposta. A assessoria de imprensa da Microsoft também foi procurada, mas ainda não se manifestou a respeito.
Enquanto isso, Fahrenheit 11 de Setembro faz história. O filme, segundo informações da BBC, já se tornou o primeiro documentário a liderar as arrecadações de bilheteria nos Estados Unidos no fim de semana que estreou.
Ganhador da Palma de Ouro no Festival de Cannes, o documentário já arrecadou US$ 21,8 milhões apenas nos três primeiros dias de exibição. Moore também é diretor de Tiros em Columbine, documentário de 2002 que criticava o acesso a armas de fogo nos Estados Unidos.
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