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Macromedia investe no segmento corporativo

Velha conhecida de desenvolvedores e usuários da Internet, por ferramentas como o Freehand e o Flash, a Macromedia decidiu que é hora de conquistar mercados maiores. Depois de uma reestruturação, que incluiu aquisições e a contratação de novos executivos, a empresa volta-se agora à oferta de aplicativos para o mercado corporativo.

As mudanças começaram há cerca de um ano e meio, quando a companhia anunciou a aquisição da Allaire, criadora do servidor de aplicações Coldfusion. Há pouco mais de um mês, uma nova compra: a Presedia, empresa especializada em soluções de e-learning.

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Às compras soma-se o novo perfil dos executivos da empresa, como Antonio Luiz Schuh, há quatro meses country manager da empresa no Brasil e egresso da Dell, e Montserrat Petit, que assumiu em janeiro o cargo de gerente de marketing para a América Latina. Mas afinal, para onde levam essas mudanças?

“A Web praticamente trouxe de volta a era do mainframe, com aplicações centralizadas no provedor e compartilhadas através do browser”, explica Schuh, afirmando que a Macromedia vai ampliar seu foco com o desenvolvimento de aplicações e ferramentas que coloquem a Internet como plataforma de negócios, tendo como objetivo claro o mercado corporativo.

“As aplicações existentes hoje ainda exigem muita mão-de-obra por parte dos departamentos de TI. A idéia é levar para este setor as mesmas facilidades que levamos aos usuários finais e tornar a experiência mais agradável, o que no caso de uma empresa significa mais eficiente”, conceitua o executivo.

Novo perfil

Antonio Luiz Schuh deixa claro que não é intenção da Macromedia competir com os provedores de infra-estrutura de negócios, como IBM, Sun e Microsoft. Ao contrário, mantendo-se na chamada camada de apresentação, a empresa já costurou acordos com a Sun e a big blue, que utilizam o Coldfusion no desenvolvimento de suas soluções.

A proposta da empresa é levar os produtos da família MX para o ambiente empresarial, incluindo Internet, intranets e extranets. “A adoção de nossas soluções reduz o custo de produção dos sites transacionais, o tempo de navegação e também o custo de infra-estrutura, já que diminui o número de páginas por transação”, explica.

Mas como chegar ao novo público? Além de mudar o perfil dos executivos, a empresa inicia agora o processo de alteração no modo de atuação dos canais. “Já em março traremos uma equipe da matriz, que fará o treinamento dos parceiros mais focados no mercado corporativo”, explica Montserrat Petit, lembrando que a iniciativa estará concentrada em 30 dos 200 revendedores que a empresa tem hoje no País.

O restante receberá informações genéricas a partir dos distribuidores – Officer e Pars (RJ) – que também serão treinados. “Inicialmente os parceiros de integração serão fundamentais, mas vamos ampliar os acordos também para desenvolvedores”, adianta Schuh.

Uma vez treinado, o canal deverá concentrar-se nas cem maiores empresas locais, que devem ser as primeiras usuárias de soluções deste tipo. Para convencer os early-adopters, a companhia aposta na divulgação de testes piloto, que já estão em andamento em oito empresas, não reveladas. “Quando os benefícios forem percebidos, certamente as vendas vão crescer”, comemora Montserrat Petit.

|Computerworld – Edição 380 – 12/02/2003|

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Redação
23 anos ago

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