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IBM anuncia arquitetura de referência para integrar computadores quânticos e HPCs

A IBM mostrou essa semana sua primeira arquitetura de referência centrada em computação quântica, pensada para integrar tecnologia aos ambientes atuais de supercomputação (HPC). Na prática, trata-se de uma arquitetura em que processadores quânticos podem trabalhar em conjunto com GPUs e CPUs tradicionais, tanto em sistemas locais como na nuvem.

Segundo a IBM, trata-se de uma estrutura pensada para “enfrentar desafios científicos que nenhuma abordagem computacional isolada consegue resolver sozinha”, demonstrando que a solução é voltada para centros de pesquisa. A empresa diz que a arquitetura pode “evoluir ao longo do tempo”, e que combina hardware quântico com clusters de CPU e GPU, redes de alta velocidade e armazenamento compartilhado.

A arquitetura considera orquestração integrada e frameworks de software aberto, incluindo o Qiskit, que promete aos desenvolvedores e cientistas recursos quânticos usando ferramentas e fluxos de trabalho já conhecidos. Isso facilitaria a aplicação da computação quântica a problemas em áreas como química, ciência dos materiais e otimização.

Leia também: Ou você orquestra o futuro, ou será substituído por ele, provoca futurista Neil Redding no SXSW

“Os processadores quânticos atuais estão começando a lidar com as partes mais difíceis dos problemas científicos: aqueles regidos pela mecânica quântica na química. O futuro está na supercomputação centrada na quântica, onde processadores quânticos trabalham em conjunto com a computação clássica de alto desempenho para resolver problemas que antes estavam fora do nosso alcance”, explica em comunicado Jay Gambetta, diretor de pesquisa da IBM e IBM Fellow.

A fabricante diz que a arquitetura já está sendo usada em experimentos. Pesquisadores da IBM, da Universidade de Manchester, da Universidade de Oxford, da ETH Zurich, da EPFL e da Universidade de Regensburg, por exemplo, criaram uma molécula meia inédita de Möbius, verificando a estrutura eletrônica com um supercomputador centrado em quantum. O estudo foi publicado na revista Science.

Já a Cleveland Clinic, famosa instituição de saúde dos EUA, teria simulado uma mini proteína de 303 átomos chamada tryptophan cage. Segundo a IBM, é um dos maiores modelos moleculares já executados em um supercomputador centrado em quantum.

Mais detalhes técnicos sobre a arquitetura estão nesse link aqui.

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