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Com nova ferramenta de IA, Docusign quer fazer gestão de acordos de ponta a ponta

A inteligência artificial (IA) é parte importante da estratégia da Docusign para se tornar uma gestora de contratos de ponta a ponta dentro de organizações. O Brasil e a América Latina são os próximos passos da companhia nessa jornada.

Nesta terça-feira (20), a empresa anunciou o lançamento da Iris, novo mecanismo de IA que oferece insights e automação no gerenciamento de acordos, na região. A ferramenta chega oficialmente ao mercado nacional em português brasileiro e, nos demais países latino-americanos, em espanhol, a partir de julho.

A Iris permite que os usuários façam consultas aos seus contratos por meio de perguntas e respostas em linguagem natural. O recurso aumenta a eficiência de fluxos de trabalho com insights acionáveis e com a análise dos documentos para conferência de cláusulas, reduzindo riscos legais e financeiros ao interpretar termos jurídicos complexos.

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A Iris é treinada com base em modelos que aproveitam os mais de 20 anos de experiência da Docusign em gestão contratual. A promessa é de insights mais profundos e precisos do que se organizações aplicassem modelos de linguagem genéricos à sua gestão de contratos.

“Nós processamos um bilhão de assinaturas por ano e milhões de fluxos de trabalho. Isso nos dá acesso a um conjunto amplo de dados e a uma visão abrangente do processo de acordos e nos coloca em uma posição única para desenvolver nossos modelos”, disse Paula Hansen, presidente e CRO da Docusign, em conversa com o IT Forum.

“Por isso, estamos confiantes de que podemos entregar resultados mais exatos e eficazes do que um modelo genérico de linguagem criado internamente por uma organização”, completou.

Docusign põe IA no centro da estratégia

A Iris é parte de uma estratégia mais ampla de IA que é adotada pela Docusign desde o ano passado. A estratégia é baseada na Intelligent Agreement Management (IAM), plataforma lançada globalmente no final do ano passado que permite uma gestão integrada de contratos apoiada por sistemas de IA.

A IAM foi lançada inicialmente para clientes de pequeno e médio porte dos Estados Unidos, Canadá e Austrália. Em outubro, chegou ao Brasil. A visão da empresa é que a IAM seja um novo sistema de registro que transforme a forma como as organizações criam, formalizam e gerenciam seus acordos, cobrindo todas as etapas do processo.

Quando foi lançada, a plataforma já integrava soluções como o Docusign Navigator, repositório inteligente de acordos, Maestro, que permite a criação de fluxos de trabalho automatizados, e o App Center, espaço onde parceiros de software da empresa oferecem aplicativos de terceiros aos clientes.

“É possível utilizar IA desde a criação, negociação e no processo de aprovação do acordo. Há muitos dados que são coletados em todas essas fases. Também é preciso considerar a fase de compromisso, que pode envolver diversos fluxos de trabalho e integração com outros sistemas corporativos”, explicou Paula. “Capturar esses dados desde o início até o fim do processo para, então, gerar insights é onde está o valor da nossa plataforma.”

A companhia está confiante de que a oferta vai ajudá-la a abrir novos espaços no mercado brasileiro e latino-americano. Sem citar dados, Christiano Lucena, vice-presidente e diretor geral da Docusign para a região, aponta que estes estão entre os mercados de maior crescimento para a empresa no mundo.

Lançada em maio passado, um estudo elaborado pela Deloitte e encomendado pela Docusign mostrou que 54% das companhias do Brasil planejam aumentar investimentos em soluções de gestão de acordos nos próximos até 2026. A pesquisa também revelou que, globalmente, perdem quase US$ 2 trilhões por ano na gestão ineficiente de acordos. Na América Latina, as perdas anuais são estimadas em até R$ 170 bilhões.

“No Brasil, ainda estamos apenas começando a explorar o potencial da transformação digital. Mas esse processo tem acontecido de forma acelerada”, afirmou Lucena. “A solução tem gerado forte interesse, especialmente entre as lideranças. Isso acontece porque o IAM está diretamente ligado ao negócio: trata de reduzir custos, aumentar a produtividade e, no fim das contas, gerar mais receita para as empresas.

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