O Google disse, na última terça-feira (11/01) que planeja abandonar seu suporte para o codec de vídeo H.264 no seu navegador Chrome e passar a usar o codec de vídeo WebM, que adquiriu em 2009 e que foi lançado no ano passado como um software open source.
O movimento é um desafio direto para a Apple e a Microsoft, que possuem alguns dos direitos de patentes associados com H.264. Esses direitos são administrados pela MPEG LA, uma organização de licenciamento de propriedade intelectual.
Citando a esperada inovação de tecnologia em rede no próximo ano e seu compromisso com as tecnologias que são desenvolvidas e licenciadas usando princípios de web aberta, o gerente de produtos da Google, Mike Jazayeri, disse que em poucos meses, o Google passará a apoiar o WebM e o Theora vídeo codec para publicar vídeos usando o HTML5 e irá encerrar seu apoio ao H.264 (o caractere de vídeo HTML5 não requer um codec de vídeo específico).
“Embora o H.264 tenha um papel importante em vídeo, como nosso objetivo é permitir a inovação aberta, suportes para os codecs serão removidos e os recursos serão completamente dirigidos para tecnologias open codec”, disse Jazayeri em um post do blog.
Essa mudança dificilmente será notada por usuários da internet, pelo menos inicialmente. O Chrome carrega tecnologia Flash da Adobe, que irá rodar o vídeo H.264 mesmo depois do Google começar a usar o WebM e Theora no Chrome. Assim, uma vez que for interrompido o suporte ao vídeo H.264, os usuários poderão continuar acessando o vídeo H.264 através do Flash. Essa é a maneira que o Firefox opera.
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