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Globo migra canais da TV por assinatura para a nuvem

A Globo está migrando os seus canais da TV por assinatura para a nuvem, dando sequência a sua jornada de cloudfication, que teve início há dois anos em uma parceria de co-inovação com o Google Cloud. A mesma infraestrutura do Google será utilizada para os canais por assinatura.

Com a migração, todo o playout (sistemas de automação, de exibição e de comunicação visual) de canais Globo por assinatura passará a ocorrer de forma independente da central técnica, instalada no Rio de Janeiro. O canal Modo Viagem foi o primeiro a migrar. Em maio, o Canal Brasil e Futura também passarão a ser operados da nuvem, e, até o fim do ano, a empresa prevê a migração de outros 13 canais da TV por assinatura.

Raymundo Barros, diretor de Estratégia e Tecnologia da Globo, destaca que há uma série de vantagens em rodar as operações de tecnologia na nuvem, entre elas o ganho de eficiência, agilidade, escalabilidade e inovação.

“Cloud computing está intimamente associada a ganho de eficiência. Podemos lançar, com agilidade, canais temáticos, sazonais ou por demanda, impactando diretamente a experiência do usuário, que acessa conteúdos cada vez mais segmentados e inovadores. Operar na nuvem também nos permite abrir mão de uma arquitetura pesada de TI – que é sempre dispendiosa e demanda investimentos complementares em elétrica e refrigeração – e, ao mesmo tempo, aumentar a flexibilidade e escalabilidade”, avalia o executivo.

Veja também: Globo firma parceria com startup HeadSpin e avança presença no Vale do Silício

Antes de iniciar a migração dos seus canais por assinatura, a Globo já havia iniciado projetos nessa direção. No fim de 2022,  lançou seus dois primeiros canais Fast (sigla em inglês para Free Ad Supported Streaming Television), ambos com operação na nuvem, o Receitas e o ge. Para iniciar o trabalho de migração dos canais, foram cerca de dez meses de desenvolvimento, sendo dois deles marcados pela operação em paralelo, com a utilização tanto da infraestrutura física quanto da nuvem.

“O playout consiste no sequenciamento de mídia – cada conteúdo que compõe a grade de programação –, que, por sua vez, conta com um sistema de automação para a leitura dos metadados e uma camada de grafismos. Agora, todo esse processo ocorre via Google Cloud, prescindindo dos servidores, da infraestrutura de matriz e dos demais elementos físicos”, informa Gilberto Castanõn, diretor de Distribuição de Conteúdo da Globo. 

Jornada da Globo para a nuvem

Em abril de 2021, a Globo firmou uma parceria estratégica com o Google Cloud buscando otimizar a sua infraestrutura de tecnologia e gerar novas oportunidades de negócios por meio de uma plataforma escalável.

“Nosso objetivo com a Globo é apoiá-los na intensificação do uso de soluções de gerenciamento de dados, inteligência artificial e machine learning, bem como usufruir da nossa infraestrutura global, escalável e segura para oferecer o suporte necessário à evolução tecnológica da empresa”, destaca Milena Leal, diretora de Negócios do Google Cloud no Brasil. 

O projeto de migração é transversal a muitas das operações e conteúdos da emissora. Além do playout dos canais Fast e da TV por assinatura, as plataformas e produtos digitais, incluindo os portais (Globo.com, g1, ge e gshow), Globoplay, cobertura das eleições e votação do Big Brother Brasil 23 – já foram migrados para a nuvem. A infraestrutura de nuvem também vem sendo usada para a finalização de eventos esportivos e de música, para processos de pós-produção e criação gráfica, e para o armazenamento de acervo, entre outros projetos.

Segundo a companhia, esse processo de migração seguirá de forma contínua e crescerá exponencialmente até 2025.

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