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Globo.com troca servidores de olho nos picos do BBB

Quem você quer que vença o Big Brother e ganhe R$ 1 milhão”. O estímulo do apresentador abre o último episódio da nona edição do reality show, ocorrida no ano passado. Em seguida, ele lista opções via telefone e internet para que os telespectadores votem em seu preferido entre os três participantes que chegaram à final do programa. No período de uma hora após o desafio de Pedro Bial, o site da Globo.com precisou estar preparado para suportar acessos que se converteram em 20 milhões de votos, que definiram o vencedor do BBB9.

Misturando teorias midiáticas, elementos de ficção científica e experiência sócio-comportamental, o Big Brother Brasil tornou-se um fenômeno de audiência. O poder e a convergência de meios de comunicação refletem resultados surpreendentes. “Durante os quatro meses de BBB, a carga nos sistemas do portal aumenta em 35% sobre os números tradicionais”, dimensiona Camila Pereira Dias, coordenadora de banco de dados da Globo.com.

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“Nos preparamos para dar suporte ao Big Brother Brasil, que começaria em janeiro de 2009. Sabíamos que o número de sessões simultâneas aumentaria muito; para garantir com folga o processamento desses acessos era fundamental realizar um upgrade nos servidores”, diz a executiva, afirmando que máquinas baseadas nos chips Itanium utilizadas até então já operavam no gargalo. Os grandes picos de acesso no portal ocasionados pelo reality show exigiam uma reformulação da infraestrutura de TI. A intenção era trocar quatro máquinas antigas por cinco servidores Intel x86.

A conclusão de atualização tecnológica como forma de melhorar desempenho em um cenário de expansão parecia simples e irrefutável, mas como fazer isso sem tirar do ar um portal de conteúdo que recebe milhões de visitas todos os dias? Um ponto-chave para o sucesso da migração de bancos de dados residia na escolha de uma tecnologia que tivesse o menor downtime para que os internautas nem percebessem o processo. Era fundamental transferir todos os registros de três grandes sistemas da Globo.com para os novos equipamentos.

O departamento de tecnologia mapeou três possibilidades de conduzir o processo: fazer as importações e exportações na mão; desenvolver internamente uma solução para migração com cópias incrementais; ou adquirir uma tecnologia de mercado com as mesmas funcionalidades. A primeira alternativa foi descartada por tirar o site do ar por um período muito longo. Restava decidir se processo, então, viria de uma ferramenta caseira ou de mercado. Camila ficou com a terceira hipótese.

A Globo.com adotou três licenças do Quest Shareplex for Oracle como solução para transferência de dados. “O sistema faz uma cópia do banco de dados de origem replicando-o no destino”, explica a executiva, dizendo que a solução permite um tipo de migração praticamente sem paradas.

Os esforços dividiram-se em três miniprojetos, um para cada banco de dados de dados migrado. Isso permitiu, ainda, que as licenças do software e o custo de serviço fossem contratadas por tempo limitado de três meses. Cada iniciativa contemplou duas semanas, uma para migração das informações e outra para teste e validação do sucesso do processo. A coordenadora prefere não revelar o valor investido.

Só depois de verificada a consistência dos dados na nova máquina, o banco antigo era desligado. Camila conta que isso acarretava paradas de, no máximo, 40 minutos até as aplicações se reconectarem na nova máquina. Nesse tempo, o portal continuava no ar servido por caches, o único ônus residia na impossibilidade de publicar novas notícias durante tal intervalo. A coordenadora afirma que o processo de migração correu de forma tranquila e suportou a expansão orgânica bem como os picos de acesso em momentos como a votação online para ver quem ganharia o programa no ano passado. A expectativa é que estrutura monada suporte a evolução por um prazo de cinco anos. 

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Redação
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