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GFT aposta em estratégia “AI-centric” para liderar transformação digital

A GFT Technologies adotou uma estratégia “AI-centric” para se diferenciar da concorrência e liderar o mercado de transformação digital. A consultoria desenvolveu a ferramenta de inteligência artificial Wynxx e projeta atingir € 1,5 bilhão em faturamento com o plano “5 years beyond”, segundo Marco Santos, CEO da empresa.

A estratégia já mostra resultados práticos. No Bradesco Seguros, a implementação do Wynxx gerou aumento de 40% na eficiência e produtividade das equipes de desenvolvimento. A seguradora, que faturou R$ 121,1 bilhões em 2024 com lucro líquido de R$ 9,1 bilhões, capacitou mais de 200 profissionais em quase 20 squads para usar a tecnologia.

“A IA não é apenas uma ferramenta, mas um catalisador que posiciona a empresa como referência em eficiência e produtividade”, afirma Santos. O executivo explica que a abordagem da GFT vai além do mercado tradicional.

Leia também: Impacto ambiental desafia data centers na ‘era da IA’

Case Bradesco Seguros

O projeto no Bradesco Seguros comprova a eficácia da estratégia. A implementação gerou ganhos de 80% na rapidez para correção de código, com destaque para o módulo Code Fixer da ferramenta Wynxx. A solução também padronizou artefatos e uniformizou linguagens de programação, aumentando a integração e visibilidade nas esteiras de desenvolvimento.

Estratégia AI-centric

Santos explica que a GFT adotou uma abordagem diferente do mercado. “Não somos AI-first. Somos AI-centric. A diferença é que tudo que fazemos tem IA no meio”, diz. “AI-first significa tentar fazer com IA, mas se não der certo, volta ao método tradicional. AI-centric significa que toda nossa cadeia de valor incorpora inteligência artificial.”

A estratégia faz parte do plano “5 years beyond” da GFT, que tem como meta atingir US$ 1,5 bilhão em faturamento. A companhia trabalha há mais de dois anos no desenvolvimento do Wynxx, anteriormente chamado de AI Impact, que passou por rebranding para facilitar a expansão global.

O executivo destaca que a abordagem “responsible AI-centric” inclui guardrails para propriedade intelectual, privacidade de dados, segurança da informação e proteção ao consumidor. “Queremos ser a melhor empresa responsible AI-centric digital transformation company do mundo”, afirma Santos.

Vantagem competitiva

No caso do Bradesco Seguros, a GFT concorreu com outros fornecedores para implementar IA generativa nos processos produtivos da seguradora. “Conseguimos demonstrar como fazer mais, com mais qualidade e com menos recursos”, diz Santos. “Nossas squads estão entregando 40% mais usando o ambiente real do Bradesco Seguros.”

A ferramenta capacitou as equipes para usar aceleradores baseados em inteligência artificial em diferentes etapas do ciclo de desenvolvimento. O resultado foi o encurtamento de prazos e maior consistência na entrega de soluções digitais.

Santos acredita que a IA generativa permitirá às empresas de tecnologia crescer sem a linearidade tradicional entre número de funcionários e faturamento. “Vamos conseguir aumentar o time usando mais tecnologia, mas seremos muito mais produtivos e eficientes”, projeta.

Expansão para novos setores

Embora tenha forte especialização no segmento financeiro, a GFT está diversificando para telecomunicações, manufatura, energia, robótica e defesa. “Ainda tem espaço enorme para crescer no segmento financeiro do Brasil, mas estamos ampliando para outros setores”, diz Santos.

O executivo vê a liderança em IA como diferencial competitivo essencial. “Se não conseguir liderar essa jornada, você fica fora da onda e vira commodity numa discussão apenas de preço e recursos”, conclui.

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