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Futurecom 2025 abre com apelo à inclusão digital e ao papel do Brasil na infraestrutura da conectividade

A 30ª edição da Futurecom teve início nesta terça-feira (30) em São Paulo e segue até 2 de outubro. Com a presença de autoridades nacionais, uma das falas mais enfáticas da abertura veio de Alexandre Rei Siqueira Freire, conselheiro da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que comparou a rede digital a serviços básicos como energia elétrica e água. “Conectividade não é luxo, é infraestrutura invisível da cidadania”, disse.

Para Freire, o Brasil e o mundo vivem um momento de inflexão. De um lado, o avanço da fibra óptica, da inteligência artificial (IA) e dos satélites. De outro, a exclusão digital que ainda afeta milhões de brasileiros, a necessidade de sustentabilidade energética e a vulnerabilidade cibernética.

“Não basta adotar novas tecnologias. Elas precisam estar a serviço do público, garantindo direitos, assegurando oportunidades e fazendo valer a dignidade da pessoa humana”, reforçou.

Humberto de Alencar, secretário adjunto municipal de Inovação e Tecnologia do Município de São Paulo, destacou o papel da capital paulista em políticas para acelerar a transformação digital. Ele citou o decreto de compras públicas para soluções inovadoras, a implementação de sandbox regulatório (ambiente de teste isolado) e a criação de um distrito de inovação aberta na Cidade Universitária, envolvendo Universidade de São Paulo (USP), Butantan e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

“Se não trabalharmos com os atores do ecossistema de inovação, ficaremos atrás nessa corrida. Nosso papel é transformar políticas públicas em impacto real para a sociedade”, afirmou.

Infraestrutura como oportunidade para a conectividade

Representando o governo federal, Hermano Barros Tercius, secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, apresentou os avanços da política nacional para ampliar a conectividade nas rodovias brasileiras.

Segundo ele, a meta é integrar prestadoras para garantir cobertura superior a 12 mil km de estradas, além de expandir cabos submarinos e data centers. “Estar conectado não é mais um privilégio, mas essência da vida em sociedade”, declarou. O secretário destacou ainda que, até junho, mais de 3,4 mil escolas foram conectadas, como parte da meta de atingir 20 mil unidades até o fim do programa.

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