Fusões e aquisições de tecnologia, mídia e telecom caem 26% em 2023, diz KPMG

Os dados constam na pesquisa da KPMG, realizada com empresas de 43 setores da economia brasileira

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3:30 pm - 27 de fevereiro de 2024
fusões, kpmg

O setor de Tecnologia, Mídia e Telecomunicações registrou 725 fusões e aquisições em 2023, uma queda de 26% na comparação com 2022, quando foram registradas 984 transações. Ainda assim, o número mais recente das operações no setor atingiu quase metade (48%) do total de 1.505 transações realizadas no Brasil em 2023. 

Os dados constam na pesquisa da KPMG, realizada com empresas de 43 setores da economia brasileira. Segundo o conteúdo, em 2023, foram realizadas as quantidades a seguir de operações nos seguintes segmentos: Tecnologia da Informação (345), Empresas de Internet (299), Telecomunicações e Mídia (57), Publicidade e Editoras (24). 

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“A queda das operações do setor está bem próxima da média nacional e essas são as empresas que mais contribuem, historicamente, para a quantidade de fusões e aquisições. A diferença mais expressiva ocorreu no segmento de Empresas de Internet, o que ajuda a explicar a diminuição na comparação de um ano com o outro. A expectativa para o futuro é de recuperação no número de transações com a melhoria de indicadores econômicos”, afirma Márcio Kanamaru, sócio-líder de Tecnologia, Mídia e Telecomunicações da KPMG no Brasil.  

Segundo a pesquisa, o Brasil registrou 1.505 fusões e aquisições de empresas em 2023, uma queda de 13% na comparação com 2022, quando foram realizadas 1.728 operações desse tipo. Apesar de 2023 ter registrado menos operações que 2022, e menos também que 2021 (1.963 transações), os números atuais são superiores a períodos anteriores: 1.117 em 2020, 1.231 em 2019, 967 em 2018, 830 em 2017, e 740 em 2016. 

“Os dados evidenciam que, apesar da retomada de muitas fusões e aquisições, o ano passado foi, conforme previsto, menos aquecido que o anterior. As razões estão no aumento global de taxas de juros, que afetou a liquidez e a redução do número de transações global, e, também, em função de instabilidades geopolíticas globais. Ainda assim, devemos recuperar o número de transações em breve com a melhoria de indicadores econômicos nacionais”, afirma Paulo Guilherme Coimbra, sócio da área de Fusões e Aquisições da KPMG no Brasil.

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Redação

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