All Rights ReservedView Non-AMP Version
IT Forum
  • Homepage
  • Notícias
Categories: Notícias

Faltam recursos para segurança da informação, reclamam CSOs

Apesar do aumento das ameaças cibernéticas, que colocam os negócios em risco, a área de segurança da informação ainda tem dificuldade para justificar investimentos em projetos que visam  proteção de dados sigilosos. Faltam pessoas e recursos, queixam-se executivos dessa área. Eles revelam dificuldade para medidas proativas que reduzam o impacto de incidentes.

“É difícil hoje conseguir aprovação de recursos nas empresas para projetos na nossa área”, desabafa Leandro Bennaton, gerente de Segurança da Informação do Terra. Ele foi um dos participantes do painel “Segurança da Informação: passou a hora de o negócio discutir?”, realizado durante o IT Forum Expo, que aconteceu esta semana em São Paulo.

As melhores notícias de tecnologia B2B
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada

Bennaton admitiu que mesmo com o processo de digitalização das empresas, envolvendo tecnologias emergentes (mobilidade, nuvem, big data e internet das coisas), que expõem mais as operações, os gestores da área ficam limitados e mantêm postura reativa. Isto é, correm atrás do prejuízo quando o problema acontece.

Ele acredita que o orçamento a falta de recursos humanos para a área de segurança são em razão de os profissionais ainda terem dificuldade para falar a linguagem dos negócios. Ele constata que muitos Chief Security Officers (CSO) tentam vender os projetos com abordagem técnica e não conseguem ser compreendidos pelos executivos de negócios.

O coordenador de Segurança da Informação do Grupo Serveng, Douglas Coutinho, concorda com Bennaton que não é tarefa simples para os CSOs justificarem investimentos nessa área. Entretanto, diz que esses profissionais precisam conhecer muito bem os negócios na hora de propor qualquer projeto e saber fazer análise de riscos, priorizando o que deve ser protegido na companhia, sem desperdiçar recursos.

Proximidade com os negócios
Bennaton acredita que a aproximação dos CSOs com as áreas de negócios é uma estratégia que funciona. No Terra, por exemplo, ele informa que cada vez que surge uma ameaça nova, ele comunica ao alto escalão. Um exemplo é o caso dos ataques por ransomware, malware, que bloqueia dados das empresas e os criminosos pedem resgate em dinheiro para devolução das informações.

O CSO apresenta suas preocupações sobre as ameaças, informa os recursos que possui para tomar medidas caso o Terra venha a sofrer algum incidente de segurança e pergunta qual é a melhor solução. Ele reconhece que hoje a segurança é mais complexa porque o cibercrime age com muita velocidade.

Para Coutinho, uma das formas de enfrentar esse desafio é reforçar a conscientização dos usuários internos, que ainda são os que mais colocam os dados corporativos em risco. Exemplo disso, são as contratações de aplicações em nuvem pelas áreas de negócios sem que a TI tenha conhecimento e o uso indevido dos dispositivos móveis.

Bennaton e Coutinho reconhecem que esse cenário deverá ficar mais complexo com a chegada da internet das coisas (IoT, na sigla em inglês). “A segregação de rede será uma questão prioritária com a IoT”, acredita o executivo do Grupo Serveng.

Comunicação pública de incidentes
Nos Estados Unidos e em países da Europa, órgãos reguladores estão obrigando empresas a comunicar ao mercado situações nas quais ocorre vazamento de dados dos clientes. No Brasil, ainda não há nenhuma regra sobre este assunto, ma o CSO do Terra concorda com essa medida, desde que o incidente seja divulgado corretamente. “Eu gostaria de saber seus meus dados foram atacados”, comenta ele.

Bennaton acredita que se a divulgação do incidente for realizada juntamente com a área de gestão de crise, comunicação e outras unidades de negócios envolvidas, não haverá danos para a empresa. Ele até concorda que os anúncios oficiais evitam que as informações cheguem ao mercado de forma desencontrada.    

Next Para especialistas, segurança para IoT ainda é tímida »
Previous « Natura investe pesado em mobilidade para alavancar vendas e otimizar negócios de consultoras
Share
Published by
Redação
Tags: Integração Disruptiva
11 anos ago

    Related Post

  • Lula defende regulação da IA no G7 e destaca posição do Brasil
  • SpaceX supera Amazon em valor de mercado após disparada das ações pós-IPO
  • Regulador do Reino Unido impõe novas exigências ao Google e amplia pressão sobre mercado de buscas

Recent Posts

  • Notícias

SpaceX supera Amazon em valor de mercado após disparada das ações pós-IPO

A SpaceX alcançou um marco importante e histórico poucos dias após sua estreia na bolsa…

43 minutos ago
  • Notícias

IA é estratégica para 99% das empresas, mas avanço ainda esbarra em maturidade e orçamento

A inteligência artificial já entrou no radar estratégico das empresas brasileiras, mas sua adoção ainda…

2 horas ago
  • Notícias

Para Domingos Bruno, o CIO do futuro deve priorizar comunicação e gestão de pessoas antes mesmo de falar de tecnologia

Na visão de Domingos Bruno, especialista do IT Forum Inteligência, o CIO do futuro não…

2 horas ago
  • Notícias

Lula defende regulação da IA no G7 e destaca posição do Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou a posição brasileira sobre governança digital e inteligência…

2 horas ago
  • Notícias

Regulador do Reino Unido impõe novas exigências ao Google e amplia pressão sobre mercado de buscas

A autoridade de concorrência do Reino Unido apresentou um conjunto de exigências que poderá alterar…

3 horas ago
  • Inteligência Artificial

IA acelera demanda energética e deve elevar consumo de Data Centers em 26% em 2026, prevê Gartner

O avanço acelerado da Inteligência Artificial (IA) continuará pressionando a infraestrutura digital global nos próximos…

4 horas ago
All Rights ReservedView Non-AMP Version
  • L