As ações do Exército Brasileiro em segurança da informação e, mais especificamente, em cibersegurança estão além da criação do Centro de Defesa Cibernética do Exército (CDCIBER), departamento que começou a ser estruturado em 2010 e conta com 20 militares elaborando políticas para este fim. De acordo com o general José Carlos dos Santos, que está à frente do CDCIBER, a preocupação inclui mudança no currículo de formação de cadetes.
O objetivo, neste caso, é atuar com a prevenção, já que, muitas vezes, por falta de conhecimento, o usuário acaba facilitando as ações de cibercriminosos. ?Em 2012, assuntos de SI e TIC serão introduzidos de forma compulsória em nosso currículo, tanto em formação de oficiais, quanto na parte mais técnica. Já teremos na escola de cadetes laboratório para esta finalidade. E, por meio do serviço militar, iremos desenvolver ações para conscientizar os recrutas sobre a responsabilidade de cada um para aumentar segurança neste âmbito. O usuário neste meio é importante, já que ele precisa saber que sua máquina pode ser um ponto de ataque.?
Para melhor estruturar sua área, sobretudo, em capacidade técnica, o Exército tem recorrido a parcerias com universidades. USP, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e Universidade de Brasília (UnB) estão entre as que cooperam. ?No aspecto político, ainda estamos nos primeiros passos, foi apresentado no final de setembro a proposta de uma política de defesa cibernética. A natureza política discute-se há um bom tempo e, em defesa, estamos engatinhando. Alguns países advogam até ações de cunho militar convencional. Os Estados Unidos lançaram cartilha para setor cibernético e encaram como outro campo de batalha, como se faz com oceanos, terra, aeroespecial.?
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