A ex-executiva da OpenAI, Mira Murati, revelou na última semana o nome de sua nova startup, a Thinking Machines Lab. Sua missão é desenvolver sistemas de inteligência artificial voltados para a interação entre humanos e inteligência artificial (IA).
Enquanto outras startups fundadas por ex-líderes da OpenAI – como a Anthropic e a recém-lançada Safe Superintelligence, de Ilya Sutskever – têm como objetivo criar IA mais poderosa do que os humanos, a abordagem da Thinking Machines Lab é diferente.
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“Em vez de focar exclusivamente em sistemas totalmente autônomos, queremos construir sistemas multimodais que colaborem com as pessoas”, afirmou a empresa em um post no blog para anunciar sua criação.
A empresa destaca que, enquanto os modelos atuais são altamente eficientes em programação e matemática, sua proposta é desenvolver IA capaz de se adaptar a toda a gama de habilidades humanas, ampliando suas aplicações.
A startup conta com cerca de 30 funcionários, incluindo vários ex-colegas de Mira na OpenAI. Mira assume o cargo de CEO, enquanto Barret Zoph, que deixou a OpenAI em setembro, será o CTO. John Schulman será o cientista-chefe. Ele saiu da OpenAI em agosto para a Anthropic, mas anunciou recentemente sua saída para uma nova oportunidade.
Murati ainda não divulgou detalhes sobre o primeiro produto da empresa nem sobre financiamento, mas alega estar confiante na capacidade da Thinking Machines de levantar recursos necessários.
A Thinking Machines Lab quer adotar uma abordagem aberta no seu desenvolvimento, mas isso não significa necessariamente que seus modelos serão de código aberto.
Segundo a executiva, um dos problemas que a empresa pretende abordar é a diferença entre o avanço das capacidades da IA e a capacidade das pessoas de compreendê-la e usá-la de forma eficaz.
“O entendimento da comunidade científica sobre sistemas avançados de IA ainda está atrás do ritmo acelerado de desenvolvimento desses modelos”, diz o blog da empresa.
Hoje, o conhecimento sobre o treinamento dessas IAs está concentrado nos principais laboratórios de pesquisa, o que limita o debate público e a adoção mais ampla da tecnologia.
O ponto crítico, no entanto, é a interface de interação. Embora os chatbots sejam bons em responder perguntas, eles ainda encontram dificuldades para ajustar suas respostas ou se adaptar às necessidades e valores individuais dos usuários. Esse será um dos focos da Thinking Machines Lab: tornar a interação com IA mais intuitiva, personalizável e colaborativa.
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