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EUA tentam novamente desmembrar o Google em batalha antitruste

O governo dos Estados Unidos iniciou nesta segunda-feira (22) uma nova tentativa de forçar o desmembramento do Google, desta vez focada em sua divisão de publicidade digital. O Departamento de Justiça (DoJ) alega que a companhia mantém práticas monopolistas no setor e pede a venda da AdX, plataforma de leilão de anúncios on-line.

O processo acontece semanas após outro julgamento histórico que reconheceu o Google como monopólio em buscas online, mas rejeitou a separação do navegador Chrome. Agora, o julgamento no tribunal federal da Virgínia Oriental pode ter desfecho diferente, já que a AdX esteve no centro das acusações.

A juíza Leonie Brinkema já havia decidido que o Google atuou de forma ilegal ao vincular a AdX ao servidor de anúncios DoubleClick for Publishers (DFP), usado por sites para vender inventário publicitário. Essa ligação teria restringido a concorrência ao favorecer o próprio ecossistema da empresa.

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O que pede o governo

Além da venda da AdX, o DoJ quer que o Google torne público o código de lógica de leilão do DFP. Caso isso não seja suficiente para restaurar a competição, a Justiça poderia obrigar a venda também desse produto. O governo sustenta que apenas medidas estruturais, como a separação de negócios, poderão reequilibrar o mercado.

A defesa do Google

A empresa, por sua vez, argumenta que ajustes comportamentais já seriam suficientes. Entre as propostas apresentadas estão permitir que servidores de anúncios de terceiros acessem lances em tempo real da AdX, liberar exportação gratuita de dados dos clientes e eliminar restrições de precificação conhecidas como regras de preços unificados.

O Google também se comprometeria a parar de usar práticas como First Look e Last Look, que segundo o governo davam vantagem indevida nos leilões de anúncios.

Mesmo que a Justiça determine a venda de ativos, o processo pode levar anos. O Google só poderá recorrer da decisão de monopólio após a definição das medidas corretivas.

O caso é acompanhado de perto por especialistas e concorrentes, já que pode definir os limites da atuação do governo norte-americano contra gigantes de tecnologia e sinalizar até onde o sistema judicial está disposto a ir para quebrar monopólios digitais.

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