Ericsson e Huawei são as duas fabricantes mais cotadas para implantar a infra-estrutura de terceira geração (3G) da Vivo, que prometeu definir até o fim deste mês quem vai levar o contrato estimado em R$ 600 milhões para a primeira etapa.
A idéia da operadora é estrear o serviço 3G em fim de maio, para não atrasar em relação à concorrência. Em princípio, um porcentual de 5% a 10% da clientela poderiam adquirir o telefone 3G, o que significa um contingente de 1,5 milhão a 3 milhões de usuários.
No ano que vem, outra parcela teria acesso e assim progressivamente, até que o País todo esteja coberto e em condições de fornecer banda larga móvel. Ericsson e Huawei estão bem colocadas por terem implantado toda a rede atual GSM, o que lhes permite agir com mais rapidez e eficiência, reduzindo custos e saltando dificuldades.
O Nordeste, onde a Vivo não atua mas vai inaugurar operação este ano, receberá rede 3G/GSM, por ser mais econômico, apesar de os preços dos telefones ainda serem proibitivos para as camadas de menor poder aquisitivo, afirmou a fonte. Hoje, um terminal 3G do ais simples custa R$ 700.
Além da 3G, a Vivo vai investir em transmissão e infra-estrutura de internet, promovendo três seleções de fornecedores diferentes, embora exista a possibilidade de haver empacotamento. Em transmissão, a Vivo deve gastar cerca de R$ 100 milhões este ano. Em rede de internet, oscila entre Juniper e Nokia-Siemens.
O diretor financeiro Ernesto Gardelliano informou que a Vivo dispõe de R$ 3,5 bilhões para investir este ano nessas redes e na compra da Telemig, que está para ser concluída. Em dezembro havia R$ 2,25 bilhões em caixa, sem contar os recursos prometidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), de R$ 895 milhões (o total era de R$ 1,5 bilhão), e do Banco Europeu de Investimento (BEI), de US$ 260 milhões.
O terceiro financiamento contratado refere-se ao Banco do Nordeste, que tem reservado à Vivo este ano R$ 82 milhões de um total de R$ 268 milhões.
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