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Engenharia brasileira já participa de 35% do desenvolvimento de sistemas veiculares da Ford

Os times de engenharia da Ford no Brasil participam ou são a liderança de cerca de 35% dos sistemas desenvolvidos para veículos da companhia globalmente. A informação foi compartilhada pela companhia nesta terça-feira (05), durante um encontro com a imprensa em São Paulo.

“Se você pegar um veículo, ele é dividido em vários pedaços de tecnologia. No nosso time aqui, tem participação ativa em cerca de 35% do desenvolvimento de sistemas, que podem ser maiores ou menores”, disse Daniel Justo, presidente da Ford América do Sul.

Desde que suspendeu a produção brasileira de veículos, a estratégia da multinacional no país ancorada no seu Centro de Desenvolvimento e Tecnologia, em Camaçari – mas também apoiada por um campo de testes em Tatuí (SP) e por um hub de ideação em Salvador (BA). Juntas, as estruturas ajudam a companhia na criação e desenvolvimento de tecnologias e serviços.

A grande maioria dos projetos desenvolvidos pela companhia no Brasil também tem alcance global. Segundo o executivo, 85% dos colaboradores da companhia no país estão participando de desenvolvimentos que são exportados. Apenas 15% estão envolvidos em sistemas unicamente voltados para o mercado brasileiro.

Hoje, o Centro de Desenvolvimento da Ford no Brasil conta com cerca de 1,5 mil funcionários. Justo afirma que não há previsão de crescimento desse time no próximo ano, que ele julga estar em um patamar “saudável” para o negócio da companhia.

Leia também: O papel do Brasil na transformação da Ford em uma companhia de serviços

A estimativa do executivo para a receita do setor de serviços da companhia em em 2023 é de cerca de R$ 500 milhões. A estimativa é a mesma que a companhia fez no ano passado. A Ford, no entanto, não compartilha qual a participação deste segmento na sua receita total no Brasil.

Para 2024, a Ford espera crescer “dois dígitos” no Brasil. A empresa gera lucros no Brasil desde 2022, de acordo com Justo. A expectativa para o mercado automobilísticos brasileiros, no entanto, é de crescimento “tímido”, em linha com o crescimento do PIB.

“Você tem fatores que vão impactar a indústria. A gente, hoje, não tem nenhuma razão para acreditar que, em um ambiente com juros ainda que tão altos, possa haver um impulsionamento muito grande na indústria”, disse.

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