Mesmo lidando com assuntos como seqüestro de aviões desde a década de 60, não é fácil para as empresas israelenses fechar contratos concorrendo com as rivais norte-americanas. Por isso, é necessário que elas busquem uma nova alternativa ao desenvolver seus produtos. A DBS Watchdog Alarm Systems, por exemplo, desenvolveu uma tecnologia que usa sensores e sinais digitais para determinar se um aplicativo de segurança está respondendo aos eventos de rotina ou um ataque de invasores nos territórios protegidos.
A Actimize, por sua vez, desenvolveu uma plataforma de pesquisa que analisa padrões suspeitos, como números de celular aparecendo juntos em várias cidades pelo mundo. Já o centro de pesquisas nucleares de Nahal Sorek, ao sul de Tel-Aviv, apresenta um instrumento que dispõe de um espectro ultravioleta a laser para detectar presença de dinamite a uma distância de até 3 metros.
Almejando lucros num futuro próximo no emergente mercado de segurança, o ministro de Ciência e Tecnologia de Israel, Eliezer Sandberg, lançou neste ano um programa de subsídios para encorajar pesquisadores israelenses a se concentrarem em soluções para os problemas na área. Tal Keinan, diretor de tecnologias para segurança domiciliar da Giza Venture Capital, o futuro do mercado está relacionado à prevenção de ataques da escala de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos.
Keinan recorda que o governo de Israel é cliente deste tipo de tecnologia há muito tempo e é um dos percussores da chamada “homeland security”. Com essa vantagem, as empresas israelenses podem ultrapassar seus competidores. Para Israel, o terrorismo não é um território virgem, conclui.
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