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Edtech reprograma forma 2 mil alunas e ajuda reduzir lacuna de gênero em TI

A {reprograma}, iniciativa de impacto social que foca em ensinar programação para mulheres em situação de vulnerabilidade social e econômica priorizando em seus processos seletivos negras, trans e travestis, compartilhou os resultados positivos desde o lançamento da iniciativa, em 2016.

Das 4 mil mulheres que passaram por suas oficinas de seleção, mais de 2 mil se tornaram alunas, sendo que 71,7% se autodeclaram pretas ou pardas e 10% trans e/ou travestis.

Desde a sua fundação, até o final do primeiro semestre de 2023, foram realizados 54 cursos, com mais de 23 mil inscrições. Até o final deste ano, a expectativa é formar 440 profissionais e obter uma taxa de empregabilidade superior a 85%.

Dados compartilhados pela {reprograma} lembram que, apesar de serem 51,1% da população brasileira, as mulheres são apenas 23% no mercado de tecnologia, de acordo com dados da plataforma de empregos Catho. Quando pensamos em mulheres negras, a porcentagem é ainda menor — 11%, segundo o “Report 2022 – PretaLab”.

Missão reprograma

Quando a {reprograma} nasceu, a realidade não era muito diferente e foi diante deste cenário que a peruana Mariel Reyes Milk se uniu a um grupo de voluntários para começar a dar vida ao projeto, que iniciou com uma turma-piloto de front-end de seis semanas, em São Paulo. Ao final deste primeiro curso, a empreendedora social se uniu à Carla de Bona e Fernanda Faria e, juntas, fundaram a iniciativa de impacto social.

Para a fundadora Mariel Reys, acompanhar o crescimento da {reprograma} e o impacto positivo na sociedade é algo gratificante. “Quando fundei a iniciativa, tínhamos o sonho de capacitar mulheres e diminuir a desigualdade de gênero no setor de tecnologia. Quase seis anos depois, ver tantas vidas transformadas é realmente muito mais do que poderíamos imaginar”, afirma.

Para Fernanda Faria, cofundadora e diretora de Operações, o recorte de raça, gênero e renda sempre foi uma preocupação latente na {reprograma}. “Desde o início, tivemos como foco central o recorte de raça, gênero e renda. Nosso objetivo sempre foi atrair mulheres LGBTQIA+, negras e em situação de vulnerabilidade econômica para nossos cursos. Por isso, estudamos e nos aprofundamos em temas como feminismo negro e latino-americano, buscando tornar o mercado de tecnologia mais diversificado e inclusivo”, explica.

Já para a cofundadora Carla de Bona, que anteriormente foi Diretora de Ensino, e assumiu em novembro do ano passado o cargo de Diretora de Inovação, a iniciativa possui foco no compromisso contínuo com a transformação e inclusão. “Nosso trabalho não se limita apenas à formação profissional. Buscamos criar um ambiente seguro e acolhedor, onde as mulheres possam se desenvolver como líderes e se sentir empoderadas para assumir papéis de destaque no setor de tecnologia. Minha mudança de cargo reflete nossa constante busca por inovação e aprimoramento dos nossos programas.”

Em 2022, a iniciativa anunciou a sua nova diretora-executiva, Nadja Brandão, que assumiu o comando da organização no lugar de Mariel Reyes. Advogada, com foco em Governança Corporativa, Compliance e ESG, a executiva reforça o seu compromisso com os valores da {reprograma}. “Como mulher negra, o meu propósito de vida é apoiar a transformação de mulheres, oferecendo recursos e novos caminhos para que alcancem voos cada vez mais altos e permaneçam lá. Acredito que a mudança só irá acontecer com investimento e comprometimento coletivo de longo prazo, com organizações internacionais e políticas públicas de qualidade, garantindo que exista um projeto para garantir o acesso de todas à educação”, conta.

Mariel Reyes permanece como membro e Presidente do Conselho, participando das decisões estratégicas, do crescimento e do futuro da iniciativa. Atualmente, a {reprograma} conta com parcerias com grandes empresas, como Mercado Livre, iFood e B3 Social.

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