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Dynacom interrompe uso da marca em fase difícil para o setor

Nesta semana, a Dynacom anulou o contrato de licenciamento de uso da sua marca pela Ceder Eletrônica. Em nota à imprensa, justificou a decisão porque a Ceder teria “negligenciado os procedimentos de qualidade exigidos pela marca” e que irá procurar um novo parceiro para fabricar seus produtos. A Ceder produzia aparelhos licenciados com a marca Dynacom no Polo Industrial de Manaus e distribuía para o segmento de eletrônicos.

A decisão da Dynacom, que atua nos segmentos de media players, videogames, câmeras digitais, filmadoras, home theaters entre outros, ocorre num momento difícil para a indústria nacional de eletroeletrônicos, que se vê diante do avanço significativo dos produtos importados em conseqüência do câmbio valorizado.

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O CEO e diretor de pesquisa e análise do EdgeGroup, Souvenir Zalla, informa que a concorrência via preços sempre foi a alternativa encontrada pela Dynacom para atuar no mercado, diante da concorrência com marcas de apelo global, que apresentam tecnologia inovadoras. Porém, o ambiente competitivo ficou muito mais difícil para a empresa com o aumento das importações de eletroeletrônicos com o real valorizado.

“Acho que eles estão numa arena difícil, com problemas com a concorrência que se acentuaram com a valorização do real. Eles ficaram espremidos num sanduíche. ‘Por cima’ disputam terreno com marcas globais, nobres como Sony, Nintendo ou Philips, que são de grande apelo para os consumidores. ‘Por baixo’ passaram a disputar com os produtos importados, que entram no mercado a preços muito baixos”, afirma Zalla. A aposta de empresas brasileiras como a Dynacom de duelar no mercado via preços não resistiu à valorização cambial. Passaram a competir com produtos chineses com qualidade inferior e com preços ainda mais baixos, anulando a estratégia tradicional de muitos fabricantes nacionais.

Para o especialista, a contínua expansão do mercado consumidor no Brasil, ocorrida nos últimos anos, não tem garantido um “espaço” para todos os fabricantes. Pesquisas com classes emergentes demonstraram que a disposição dos “novos” consumidores é adquirir marcas conhecidas. “Para marcas que não são tradicionais, que não têm o “elan” das globais, é difícil concorrer. Quanto mais as pessoas consomem produtos do setor eletrônico, mais estão suscetíveis às grifes globais. Na maior parte das vezes, competir com preço não basta”, informa Zalla.

Segundo o executivo, na área de games, numa das quais a Dynacom atua, o ambiente de disputa é ainda mais acirrado. “Quando você entra na parte de games, estamos falando de uma revolução, segmento que está na linha de frente da convergência digital. Um ambiente de disputa muito aquecida.”

Garantias

No comunicado informando o rompimento com a Ceder Eletrônica, A Dynacom também declarou que “todos os representantes da marca, a rede de assistência técnica e clientes foram informados de que os produtos da Ceder, comercializados após essa data, não desfrutarão da garantia ou da assistência técnica fornecidas pela empresa”. Ainda informou que seus produtos poderão ser adquiridos no seu site de vendas wwww.dynashop.com.br, com troca garantida no caso de defeito de fabricação.

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Redação
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