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Duvide quando lhe disserem que não há como prever desastres…

Contabilizando no ano de 2000 um faturamento de 250 milhões de reais e um patrimônio de 160 milhões, este acidente interrompeu o processo de reunificação do grupo e uma proposta de compra recebida. Tudo, causado pela infeliz coincidência de estarem todos juntos e de nunca ter ocorrido um acidente deste tipo antes, despertando o receio de ocorrer com eles.

Em meados de 2001, testemunhei a interdição de um prédio de doze andares no Centro do Rio de Janeiro, pela Defesa CIvil, após um foco de incêndio, debelado na sala de um escritório de advogados. Ninguém se feriu. Não houveram danos além da própria sala. Mas a Defesa Civil achou por bem verificar as instalações do prédio, antes de liberar o acesso ao restante do prédio. Infelizmente, além do escritório de advocacia, havia uma dezena de outras empresas que tiveram que suspender suas atividades durante uma semana. Não consegui avaliar o valor das perdas sofridas.

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Um histórico de sucessos e finais sem dificuldades não devem -nem podem- ser considerados como cenários ideais, tampouco predominantes, em ambientes de negócios. As variáveis que compõem uma equação empresarial são cada vez mais complexas e heterogêneas, sendo cada vez mais influenciáveis por informações e atividades realizadas por terceiros, muitas vezes localizados a centenas ou milhares de quilômetros. Que o digam as empresas financeiras que interromperam suas atividades por ocasião do ataque ao WTC no dia 11/09/01 e aquelas que já emitiram ordem de suspender as vendas para a Argentina, desde o dia 21/12/01.

No decorrer do projeto para um Plano de Continuidade de Negócios não nos interessa o tipo de desastre que ameaça a empresa. Estamos preocupados, com a sua continuidade frente aos riscos que podem se concretizar. Diferentemente de um seguro, que está voltado para a redução na perda, o PCN está voltado para a redução da interrupção nos negócios da empresa, haja vista a quantidade de conseqüências negativas que podem acompanhar esta situação. Conseqüências que vão desde a perda financeira (que geralmente é o ponto fundamental para convencer a empresa da necessidade de um trabalho de PCN), até a própria perda de mercado, devido à parada da empresa em um período crítico.

Alguém é capaz de mensurar o prejuízo de mercado, caso uma das companhias fabricantes de filmes sofresse um acidente que interrompesse suas atividades ou que destruísse seu estoque durante um período de férias ou de festas, como o Carnaval?

Estamos praticamente iniciando um novo ano, com expectativas e receios muito maiores que no ano passado. O Jornal carioca “O Dia” publicou uma pesquisa realizada pela Câmara de Comércio Americana que perguntou a 143 empresários associados se os atos terroristas farão mal aos seus negócios aqui no Brasil, em 2002. O resultado foi: 65% disseram que sim; 18% disseram que não; e, 17% disseram que não sabem. Ainda assim acreditamos na invulnerabilidade de nossas casas, de nossas empresas e de nossos trabalhos.

Devemos desenvolver a visão estrangeira de prevenção se quisermos agregar o diferencial de Continuidade aos nossos serviços e produtos. Não há mais espaço para discutirmos sobre preços ou qualidade. Isto é coisa do passado. Não adianta possuirmos o melhor preço ou oferecermos a maior qualidade, se estivermos propensos a suspender nosso fornecimento.

A existência de empresas com matrizes no exterior direciona a demanda por mercado por fornecedores que se preocupam com esta variável, atendendo à recomendações feitas no estrangeiro, acostumadas a trabalhar respeitando e preconizando uma sadia padronização, capaz de satisfazer à Planos de Contingência e de Continuidade de Negócios traçados e definidos no outro lado do mundo.

Nossa maior missão, para este ano que finda é a divulgação do potencial do PCN para as empresas nacionais. Tanto no plano operacional como no estratégico, observando-se tendências que observamos ao longo do tempo. Desejamos que a rigidez de nossa análise não se confunda com o pessimismo de alguns. Nosso objetivo é apresentar possibilidades que a maioria das pessoas esquece que existe.

Até a hora que se realizam.

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Editorial IT Forum 365
15 anos ago

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