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Data driven no e-commerce: saiba como lojas virtuais podem se beneficiar

Foto: Shutterstock

Quanto maior a capacidade das aplicações em monitorar nosso comportamento dentro de uma loja online, mais dados o varejista terá à disposição no dia–a–dia do seu trabalho para tomar decisões e gerar ações direcionadas para um grupo de clientes ou até mesmo para um cliente em específico. Entretanto, com a intensa competitividade, não basta utilizar essa estratégia de vez em quando, mas sim é necessário moldar seus processos de acordo com a capacidade de análise dessas informações. Ou seja, ser uma empresa data driven. 

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Um levantamento da IBM, por exemplo, mostra que mais de 90% de todos os dados disponíveis no mundo foram produzidos nos últimos anos. Além disso, a importância deles cresceu de tal forma que a Consultoria Gartner acredita que em 2021 o valor da massa de dados de um negócio já vai fazer parte do balanço financeiro das empresas. Mesmo assim, pesquisa do MIT com o Google mostra que apenas 27% das empresas se consideram uma organização data driven e 38% delas ainda utilizam a mera intuição para orientar suas decisões. 

De uma forma bem simples, o conceito data driven diz respeito às empresas que são dirigidas, se movimentam e tomam decisões de negócios a partir de metodologias de análise de dados. São soluções baseadas em algoritmos que conseguem captar e cruzar grandes volumes de informações, transformando-as em indicadores e relatórios que orientam o caminho e as decisões que devem ser tomadas. Dessa forma, com mais conhecimento e menos “achismo”, a tendência é que as organizações consigam traçar estratégias assertivas e com menos risco de erro. 

No caso do e-commerce, especificamente, ser uma loja data driven nem chega a ser um diferencial estratégico, mas uma necessidade para conseguir se estabelecer no setor. É a boa utilização dos dados que faz com que o usuário visite a loja, escolha o produto e finalize a compra. Grandes ou pequenos empreendedores devem utilizar soluções que consigam, entre outras coisas, traçar um perfil completo das pessoas que acessam o site, incluindo suas preferências, os canais em que navegam e o que elas esperam das marcas com as quais pretendem negociar. 

Para lidar com essa quantidade cada vez mais crescente de informações é essencial que a empresa esteja preparada, tanto no que diz respeito a sistemas inteligentes que coletam estas informações, infra-estrutura de banco de dados dimensionada adequadamente, como também, no que diz respeito á suas equipes que devem possuir o conhecimento necessário para analisar estes dados e chegar em conclusões que possam trazer diferencial competitivo para o negócio.

A utilização de dados para a tomada de decisão deve fazer parte da rotina de trabalho dos profissionais e estes precisam ter perfis analíticos, capazes de encontrar conhecimento no volume de elementos disponíveis. Além disso, essa estratégia deve fazer parte da cultura e dos valores da própria companhia, estando presente em todos os processos.

Por fim, é imprescindível que exista uma integração automática dos dados provenientes dos diferentes sistemas que compõem uma loja virtual – afinal, sem essa união serão apenas informações desencontradas e sem sentido. Uma boa estratégia data driven passa em adotar uma camada de integração entre os diferentes sistemas utilizados na empresa, e na consolidação dos dados num repositório unificado.

O e-commerce já é um modelo de negócio consolidado no Brasil e que cresce a cada ano, acompanhando a evolução tecnológica. A quantidade de consumidores que deixa a preocupação de lado e começa a aproveitar as vantagens das compras online faz com que os varejistas busquem constantemente novas estratégias para aumentar as vendas e melhorar a rentabilidade.

Entretanto, em muitos casos não é necessário traçar planos elaborados e investir em soluções complexas; basta saber trabalhar com os dados que você já tem conhecimento e ter uma visão data driven nos negócios, e você verá suas vendas crescerem. 

* Diogo Lupinari é CEO da Wevo

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Redação
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