Diante da crise de abastecimento de água e energia,
empresas brasileiras começam a traçar planos para manter ritmo de operações.
Conforme já salientou a consultoria
IDC, o cenário pode acelerar renovação do parque tecnológico em busca de
maior eficiência, tudo para reduzir o consumo e os gastos com energia.
Por outro lado, algumas companhias têm apostado em soluções
há tempo discutidas no mundo corporativo, como
o home office, especialmente no setor de tecnologia da informação. Uma
alternativa para minimizar medidas como a dispensa de funcionários que pode
trazer economia de recurso e, inclusive, maior produtividade do colaborador.
Dada a realidade crítica, o CPqD estabeleceu uma meta ousada
para o ano de 2015: reduzir em 30% o consumo per capita de energia elétrica. Um
projeto da área de sustentabilidade da organização, que contará com a ajuda de
uma ferramenta desenvolvida por sua equipe de especialistas, a solução CPqD
Gestão de Gastos de Energia Elétrica e Água.
Disponível também para outras empresas, a solução foi implantada
no ano passado no Pólis de Tecnologia em Campinas (SP), parque tecnológico que
abriga outras 18 empresas, além do próprio CPqD. A tecnologia traz a combinação de recursos que
incluem ferramenta de software, metodologia e serviços profissionais
especializados, concebidos com o objetivo de dar mais eficiência à gestão do
uso de energia e de água nas corporações.
Ao todo, a solução suporta a gestão de gastos de energia
elétrica em 46 prédios do Pólis de Tecnologia. Para tanto, foram implantados medidores
inteligentes nesses prédios, que fornecem informações sobre o consumo de cada
um.
As informações são inseridas na ferramenta de software, que possibilita
a visualização clara e online do desempenho de cada unidade consumidora, sua
posição em relação às metas estabelecidas pela empresa e a economia obtida com
ações de eficiência energética ou de redução no consumo da água, descreve Alexandre
Medeiros, responsável pelo produto no CPqD.
“Essa combinação é
muito importante, uma vez que o uso da ferramenta deve ser acompanhado da
implantação de um processo de controle e gestão, que leva à eficiência no
consumo de água e energia elétrica”, detalha Medeiros. E é justamente essa
gestão eficiente dos recursos que torna a empresa sustentável ao longo do tempo,
pontua o especialista.
A solução é recomendada para grandes corporações que possuem
muitas unidades consumidoras (prédios, filiais, agências, etc.) espalhadas por
pontos diferentes da mesma cidade ou do país. Entre os usuários, está o Bradesco,
que implantou a tecnologia em desde 2008.
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